MEU CONTO DE FADAS URBANO

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22 de fevereiro de 2018


Em algum momento da vida eu até imaginei que fosse viver um conto de fadas. Tirando o cavalo branco e algumas obrigações reais, imaginava talvez um desses urbanos em que você encontra o cara certo que atende a todas as expectativas. Aí eu encontrei você, e foi tudo tão maluco que fugiu de todos os contos de fadas possíveis e já escritos. Na verdade no início tem toda aquele lance da conquista, flores e esperas, mas a gente ultrapassou tudo isso. [Até cheguei a imaginar A Bela e a Fera, você descobriu que eu amava ganhar livros]. Essa primeira fase conquista, mas o que vem depois, meu querido, é o que te faz entender a diferença entre gostar de alguém e ter a ousadia de amá-la, isso sim é um desafio e tanto.

EI, ME DEIXA CUIDAR DE VOCÊ...

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Talvez você tenha me pego te observando muitas e muitas vezes, mas eu não sei explicar bem, muito menos sei dissimular o que estou sentindo sem deixar você perceber. Sabe, eu não quero te assustar, assim como eu não quero me perder.

Tem vezes que eu não sei o que tá acontecendo, sabe, tem vezes que eu quero estar dentro de mim só para perguntar: "E aí, cara. Qual é a boa? O que tá rolando?" Eu não sei dizer. Eu não sei te dizer.

Só não me pergunte o que.

PARA UM TAURINO

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Quando estou com você sinto como se estivesse escrevendo: é esta sensação de total pertencimento. As palavras saem de mim feito feras dóceis e, de certa forma, indomáveis, numa dicotomia pouco racional. Os versos transcendem meu livre arbítrio e se esvaem dos dedos antes que eu tenha a chance de escrevê-los. Quando te vejo, o tempo se faz estático naquele segundo de pausa que antecede qualquer grande decisão. Entre a causa e o efeito. Entre o arremesso e a queda.

É POSSÍVEL MUDAR O LAR DE LUGAR?

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21 de fevereiro de 2018


Dia desses me peguei pensando na casa nova. Você estava deitado no sofá vendo jornal, eu estava enrolada no trabalho porque, como você mesmo descobriu recentemente, eu sou boa na arte da procrastinação (embora tenha melhorado um tanto). Eu parei o que estava fazendo no notebook e fiquei te olhando, deitado naquele sofá escuro, meio que cochilando, meio que prestando atenção e peguei pensando na casa nova.

Suspirei.