Achei que seria para sempre

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24 de novembro de 2017


Sempre que idealizei você era algo duradouro e eterno. Sei lá, pequeno, me contaram que amor assim não morre nunca, sabe como? Quando fechava meus olhos e imaginava esse futuro, era algo longo e para sempre. Até assustava, sabe? Assolava um pouco e ainda causa uma pequena ansiedade boba, como se eu entrasse em uma montanha russa e nunca mais pudesse descer. É legal, tem altos e baixos, dá um frio na barriga... mas eternamente. Ao menos, era para ser para sempre.

O MELHOR DOS REMÉDIOS

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20 de novembro de 2017

mafe-probst

Ontem eu descobri que diálogo é o melhor dos remédios.

Eu sempre fui boa em segurar as pontas sozinhas, sempre fui ótima em interiorizar tudo e escrevia só para não surtar. Foi por isso que comecei a escrever: para não guardar tudo de uma só vez, sabe? Eu escrevia por mim e para mim e tudo bem. Não fazia muita questão de fazer sentido. Se me aliviasse, que fosse um pouco, já me bastava. Mas a vida não pode se resumir à palavras num papel, sabe? Às vezes – quase sempre – é preciso sentir-se ouvido: seja numa conversa com a terapeuta, seja numa conversa bem franca com quem quer que se precise conversar.

Que falta você faz

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27 de setembro de 2017

[para ouvir: Vazio - Transmissor

Hoje eu queria que você viesse com aquele seu bom dia cheio de sorriso. Queria ouvir você reclamar de sono, queria ouvir teus dramas e queria te ouvir contar do último filme que você assistiu, dizendo que eu não devo ver, porque, manteiga do jeito que sou, iria morrer de tanto chorar. Hoje eu queria que você estivesse perto, com aquele teu jeitinho cheio de manha, com a voz cheia de preguiça e sotaque. Hoje eu queria você, quando você era todo meu.

Livros demais

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17 de setembro de 2017


O problema, garoto, é que já li livros demais. Mergulhei em milhares de linhas recheadas de contos de fadas, de amores impossíveis, de aventuras infinitas, de sonhos acalcáveis, de suspiros, de lágrimas torrenciais. Eu li casos impossíveis, vi quem amava sem ser correspondido e comi as páginas torcendo para que o fim do personagem fosse aquele que todo leitor quer, mas que o autor judia.