icones sociais

seria clichê chamar de super-homem?

Olha, eu sei que o barco tá furado e sei que você também sabe,
mas queria te dizer pra não parar de remar, porque te ver remando
me dá vontade de não querer parar de remar também.
[Caio F.]

Penso que nunca esbocei um mínimo de sentimento quando se trata de ti e acredito que aprendi contigo isso de não deixar transparecer. Embora nunca tenha escondido o tamanho do orgulho que carrego e que é visível; basta ver meus olhos que brilham sempre que falam teu nome, sempre que contam tuas bravuras e tuas artes também, que perco de vista quando tento recontá-las. Minha memória fraca, oposto da tua, impede que recorde de todas tuas artimanhas, mas as poucas que recordo valem por toda uma vida.

(en)canto.

Te assopro umas palavras mansas, saudosas, guardadas aqui dentro do peito por meses à fio. É que nem sempre eu te canto tudo que quero, normalmente guardo algumas de tuas melodias só para mim, mas vieste como um sonho bom e as palavras transformaram-se em borboletas que, uma a uma, escaparam por minha boca voando, multicoloridas, em direção ao céu azul que hoje te faz morada.


♪ Atrás da porta há paz, estou certo.
E eu sei que não haverão mais lágrimas no Paraíso
[Tears in heaven - Eric Clapton]

[nem sempre um ponto, é final]

Continuação daqui;

Assim que vi a data impressa no túmulo branco, arregalei os olhos em puro susto. Não havia nada além do nome e data de nascimento. Embranqueci. À minha volta, ouvia apenas as lágrimas que escorriam pelo rosto de Clara, silenciando toda a dor de um amor que não morrera e a atormentava, há quase um ano. A meu ver, tudo era injusto! Aquilo que ainda vive não deve ser enterrado, é contra qualquer tipo de natureza aceitável! Respirei fundo, recordando como falar:

— Mas... Mas... — Aproximei-me sorrateiramente de Clara, encostando minhas mãos em seus ombros, fazendo-a virar. — Mas ele está vivo... — Sussurrei.

um conto;

O relógio recém despertara às 6:30am quando ouvi o celular tocando um pagode irritante para tal hora da manhã. Tateando às cegas, à procura, encontrei-o e, mal olhando para o visor e ver quem era, atendi com um “Alô” rouco na minha voz ainda embargada de sono:

— Tive o mesmo sonho, outra vez. Aquele mesmo tormento de todo meio do mês. Isso está me atormentando! Preciso por um fim nisso, preciso ir visitá-lo e não quero, não posso ir sozinha! Eu sei que não terei forças para suportar isso, mas meu coração quer fazê-lo e quero muito que tu vá comigo! Passo aí às nove horas, está bom? — E desligou.

menino do sorriso de papelão;

Tu és menino descalço, garoto levado e moleque atentado. A vida te sorriu e te sorri todos os dias, bem sei. É garoto de rua, de riso de esperança em corpo miúdo, corpo de criança. Tem olhar de estrelas e teus olhinhos de chocolate carregam toda a felicidade desse mundo e, ainda que de longe, todos podem ver o quanto tu és feliz, menino. Tua esperança contagia e nem mesmos os dias cinza são motivos para te ofuscar o sol. Você brilha por conta própria e nem ao mesmo dá-se conta disso.

Para a moça do riso frouxo

Vês o quanto o universo é belo, moça? Há muito mais alegria por detrás de todas essas manhãs cinza e um propósito para tudo que se tem na vida. Tu, que sempre fosse a garota do riso mais frouxo e mais sincero, aquela que sorria com estrelas nos olhos e estava pronta para ser braço direito e esquerdo de qualquer amigo que te aparentasse triste. Você é a menina que todos querem por perto, por essa tua felicidade contagiante, assim como todos te querem por perto para afugentar os fantasmas que inibem o teu sorriso moleque.

EU NÃO SABIA COMO CHOVER

Suspirei uma dor que não é só minha. Lágrimas tímidas teimaram em não chover por não querer amenizar o encanto da chuva que desaguou lá fora. É chuva de céu triste. Como toda vez que me chove, o céu resolve fazer companhia. Mas dessa vez, não o quis acompanhar, não fui forte o suficiente para derra…

palavras soltas

Palavras soltas não fazem sentido, não dizem nada e são sem graça. Eu quer dizer eu, tu diz apenas tu e nós pode ser um monte de gente, não dá para saber. Mas sabe-se que nós sem eu ou tu não existe. Como também se sabe que nós pode muito bem ser eu e ele(s)/ela(s), sem tu no meio. Isso não depende de mim. O mim sozinho não é capaz de nada.

OLHOS DE CHUVA

Hoje acordei com olhos de chuva e o coração gritando no peito. É a terceira noite consecutiva que durmo mal, querendo gritar aos quatro ventos e arrancar a alma sofrida de cá de dentro. É esse tormento, outra vez. A mudança que não chega, a agonia da mesmice e a necessidade, vã, de querer mudar. Que seja no sentir, somente. Transcrever os sentimentos de outra forma, de outra cor, com nova intensidade. Para mais, para menos. Não importa. Basta-me apenas que a chuva cesse, que o sol venha por detrás das nuvens e me aqueça nessas intermináveis noites sem sono. Sem sonho.

saudade;

Carrego no peito um coração saudoso, pesaroso. Quando coração aperta, por saudades sem volta, chove em meu quarto, em meu rosto. Rios lacrimosos descem pela minha face depositando-se em meu travesseiro fofo, encharcando-o aos poucos. É a saudade que quer arrancar o coração do peito, por doer demais…

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