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O anjo mais velho.

O cheiro de brigadeiro inundava o corredor estreito. Eu caminhei lentamente, carregando uma felicidade diminuta, dessa que sempre me invadia quando pegava a porta lá de baixo aberta, recém cumprimentando algum morador. Gostava desse chegar sem prévio aviso, sem identificação. Apenas um bater na porta, ignorando por completo a campainha que berrava histérica. Três toques — toc, toc, toc — e a porta aberta por um sorriso de sol, daqueles que esquentam por dentro. Ora vindo de uma moça de franjas curtas e jeito moleque, ora vindo de uma moça de rosto de porcelana e ora vindo embrulhado num abraço de barba por fazer e olhos de chocolate ao leite.

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