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O dia depois de hoje.


Vinte e sete de janeiro de 2013. Eu queria entender o que passa aqui dentro. Eu queria saber exprimir em palavras o que, de fato, eu estou sentindo. Eu queria poder transcrever como fiquei ao ver as notícias na televisão logo que eu acordei, mas eu não consigo. Eu não conheço nenhuma daquelas pessoas que estavam presentes na boate de Santa Maria. Eu não conheço e sequer sei os nomes dos pobres jovens que foram marcados – para sempre – nessa tragédia. Mas eu fiquei chocada, eu fiquei mexida, eu fiquei chorosa, eu fiquei sentida. E senti raiva. Não do dono, nem dos seguranças, nem da banda, nem de ninguém. Mas senti raiva da vida, de como ela é traiçoeira de uma hora para outra. Não vejo porque querer apontar um culpado, tragédias acontecem, assim como um terremoto acabou com Porto Príncipe. Fim. Me dá raiva ver a mídia querendo apontar culpados, como se a vida já não tivesse sua parcela de culpa.

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