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depressa


A vida passa rápido demais.

Rápido demais para se preocupar, se importar, para pedir desculpas vãs, se explicar para quem não quer te entender. É muito curta para ficar fazendo o que não quer só porque dá dinheiro ou porque você acha que precisa.

madrugando


Eu escrevo e te conto o que eu vi e me mostro de lá pra você.
Guarde um sonho bom pra mim.
[Rodrigo Amarante]

As horas escorrem pelos meus dedos apressadas em fazer nascer o dia. Estremeço. A cabeça padece cansada, o coração grita no peito e as olheiras roxas pré-indicam o início de uma semana longa. Remexo. O colchão me maltrata a coluna, as fronhas e lençóis carregam o cheiro macio da roupa recém recolhida do varal. Enlouqueço. Não há uma réstia de cheiro teu impregnado no meu quarto. Silêncio, silêncio, silêncio. Silencio.

tudo o que eu queria era pedir pra você voltar.


Eu queria que você soubesse que doeu. Que fiquei chorando vários dias, que meu coração ficou dilacerado. Eu precisava disso, sabe? Ok, eu sei que não é uma atitude racional e muito menos digna esfregar o sofrimento da gente na cara do outro. Mas, honestamente, acho que você deveria saber que não tem o direito de andar por ai sapateando no coração das pessoas como se estivesse sambando em pleno carnaval.

talvez eu seja um super-herói.


Estava aqui pensando: talvez eu seja a superhero. Não porque tenha superpoderes, mas porque tenho o hábito de fazer e abraçar tudo. E talvez isso seja até um puta defeito. Mas sim, eu quero fazer e abraçar tudo e todos, e quero dar conta de tudo e todos. Pior: quero fazer bem feito tudo aquilo que aceitei fazer. Isso enlouquece, porque não dá para fazer bem feito o tudo, se tem o todo ainda para ser feito. A cabeça dispersa. O coração acelera. E eu atropelo aquilo que devo fazer, para dar conta de finalizar aquilo que aceitei realizar. Então, talvez, eu seja mesmo um super-herói

amores [im]perfeitos


Faz tempo, muito tempo, que eu não narro aquele amor bonito por aqui. Fiquei vasculhando textos antigos e descobri tão pouco de mim — da gente — nas entrelinhas daquilo que foi escrito, que pensei nos diversos motivos de ter parado de escrever sobre o amor bonito aqui. Eu senti falta da leveza que tinha nas palavras que te escrevia e fiquei remoendo linhas antigas e me vendo ali. Nos vendo ali. Era tão bonito tudo que te escrevia. Ainda é bonito tudo que a gente sente, acredito, mas não entendo porque nosso sentimento não vira mais poesia.

Na pele de leve, no peito extra forte


Pele não significa nada, quando o pior de tudo é um buraco no coração. Talvez a gente tenha confundido tesão com paixão. Talvez a gente tenha se emaranhado nas linhas, no meio da confusão dos dias quentes e das rimas vazias. Talvez a prosa tenha sido boa além da conta e isso tenha nos metido nessa coisa que me deixa tonta. Eu não me entendo quando estou com você. Idealizei você de um jeito torto e amargo. Era para ser só um jogo bobo, mas as proporções ficaram gigantescas do lado de dentro.

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