Na pele de leve, no peito extra forte

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1 de outubro de 2015


Pele não significa nada, quando o pior de tudo é um buraco no coração. Talvez a gente tenha confundido tesão com paixão. Talvez a gente tenha se emaranhado nas linhas, no meio da confusão dos dias quentes e das rimas vazias. Talvez a prosa tenha sido boa além da conta e isso tenha nos metido nessa coisa que me deixa tonta. Eu não me entendo quando estou com você. Idealizei você de um jeito torto e amargo. Era para ser só um jogo bobo, mas as proporções ficaram gigantescas do lado de dentro.


Era pra ser poema, coisa que a gente guarda na gaveta, amassa e deixa amarelar. Mas com o passar dos dias a gente foi virando mais e nos esbarramos por aí sem querer. Não era pra virar marca na pele, não era pra atingir o peito. Era brincadeira de pique esconde e você me pegou, sem querer, ou sei lá, querendo algo mais... E nessa de querer mais, a gente fodeu com a porra toda. Estamos indo bem quando nosso jogo era só carne. Você cutucava meu interior e eu desabrochava facinho. As letras dançavam soltas, enquanto as entranhas pulsavam desejo. Aí você veio e ofereceu-me um prato cheio. Havia muito mais do que as rimas vazias, havia muito mais do que o calor que estremecia. Tinha você ali, inteiro. E tinha eu ali, despida.

Parceria mais que linda com a minha diva Ju Fuzetto.

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6 comentários:

  1. PORRA! Tenho mais palavras não. Só palavrões. E perdi todos eles também. Sobrou só esse que gritou quando terminei de ler tudo isso.

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    1. já falei que eu AMOOOOOOOOOOO os teus palavrões? Já né?. Ok. Obrigada, de nada. ♥

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  2. "Tinha você ali, inteiro. E tinha eu ali, despida"... ♥ Cacetada! Tão pequeno e tão grande esse texto. Uma declaração gostosa de ler!

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    1. Rick, sempre AMO teus recadinhos por aqui ♥

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