icones sociais

sobre rotinas.



Dezenove de fevereiro. Dois mil e dezesseis.

O celular toca estridente e desligo sem pensar. O sol tem preguiça de levantar e a fraca luz da manhã deixa cama e lençóis ainda mais convidativos. “Já está na hora desse horário de verão acabar”, penso. Tenho pensado isso todos os dias. Faz duas semanas que as noites estão compridas demais e a falta de claridade não torna o acordar mais fácil. Encerra o tempo da soneca. O celular toca de novo. Me remexo em meio à preguiça e à coberta. Te procuro no lado esquerdo da cama, como se você pudesse estar ali. O cheiro de café invade o quarto e anuncia que você está de pé —faz tempo.

sobre um amor de açúcar


A menina estava vestida feito bailarina, de rosa e tule. Corria para cima e para baixo, brincando com as duas cachorrinhas serelepes que faziam de tudo — menos ficar paradas. Dava par ver que a menina estava eufórica. Sentia-se importante na sua pequenez.

precisamos falar sobre o ego


Já parou para contar quantas pessoas você conhece que possuem o ego inflado? Ou, até mesmo, já parou para pensar quantas vezes você mesmo fica com o ego gigante? Diversas, não é?

Primeiramente, vamos esclarecer que o ego ao qual me refiro neste texto é o ego do egocentrismo. O lado negro da coisa toda. Convenhamos, massagem no ego é sempre bem vinda. Aquele elogio que a gente não espera, uma roupa que voltou a servir, o cabelo que acorda num bom dia... Tudo massageia nosso ego. Mas é preciso ter um cuidado imenso para não deixar que um ego grande demais te domine.

o dia que resolvi partir



Fazia muito tempo que eu estava longe de mim. Eu me escondia na rotina e, fatalmente, era sugada por ela. Dia após dia desenhando histórias que não eram minhas. Dia após dia adiando a vida. Só existindo, sem viver. Esperando... Esperando o quê? Não tinham respostas para as minhas perguntas. Sequer haviam perguntas, porque não me preocupava muito em pensar nelas. Foi então, determinado dia, que acordei que percebi que o tempo havia voado e não dava mais para ficar sentada esperando. A vida escapava dos meus dedos e eu precisava reagir.

Já vai tarde


Me afastei quilômetros do seu sorriso e cheguei num lugar tão calmo e sereno que avistei a paz. Também pudera! Descobri que nosso sentimento era oco e a casca que envolvia suas juras proferidas era frágil demais para investir tempo e expectativas. Espero que você tenha ido com Deus, mas sobretudo, que tenha ido pra sempre bem distante do meu olhar. Com você alcancei a vitória acumulando derrotas. Perdi tempo, perdi o rumo e até mesmo a noção, mas ganhei! Ganhei espaço com sua ausência, ganhei expectativas e acumulei experiência nas páginas do meu manual que gerencia o modelo de ser o que eu sempre quis – livre para trafegar num horizonte sem fim nem delimitação daquilo que se julga reprovável, proibido ou permitido com restrições.

Poema meu


para ler ao som de Poema Meu.


Hoje eu acordei miúda, com uma saudade estranha latejando no peito. Quando cantava 'índios', do Legião Urbana, achava insano ter saudades do que não se vive, mas hoje pela manhã acordei entendendo essa tristeza que assola quando um sonho vai embora no despertar do dia. O sonho se foi, mas a vontade ficou e, confesso, fiquei remoendo os detalhes numa tentativa de fotografar o pensamento e eternizar na retina até que o sonho saia dos planos e se concretize.

Sonhei com Malu. E ela era linda.

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