sobre um amor de açúcar

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25 de fevereiro de 2016


A menina estava vestida feito bailarina, de rosa e tule. Corria para cima e para baixo, brincando com as duas cachorrinhas serelepes que faziam de tudo — menos ficar paradas. Dava par ver que a menina estava eufórica. Sentia-se importante na sua pequenez.


Estávamos todas ali, entre um gole de cerveja e outro, brincando com a menina que brincava com os cachorros. Era noite especial, um churrasco só para as meninas, amigas da mãe. Quatro mulheres se aventurando na churrasqueira e a menina, achando graça de tudo.

— Esse churrasco é só das meninas, mamãe?

Ao sinal de afirmação da mãe e de todas nós, falsas tias, ela gargalhava. E se estendia na noite como se o sono não chegasse, como se o bocejo não existisse, como se seus três anos não importassem.

No meio da festa, a menina veio aos gritinhos, carregando um pirulito que era maior do que ela. Era um arco-íris de açúcar, embalado num plástico transparente que ela, prontamente, fez questão de tirar. E ela lambia aquela doçura como se o mundo pudesse acabar e não houvesse mais pirulitos para se deliciar.

O sono bateu entre uma mordida e outra. E a menina se deitou, só sorrisos. Numa mão, abraçava um travesseiro. E a outra...

Ah, a outra não largava o pirulito.


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4 comentários:

  1. UMA ÚNICA CONSTATAÇÃO: fiquei com vontade de churrasco, pirulito e crianças. <3

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  2. Pirulitooo!
    Nessas linhas consigo enxergar essa menina linda. Tão suave e tão doce, assim como seu amado pirulito!
    Abraço!!!

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