odeio títulos.

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2 de junho de 2016


Faz um bocado de tempo que eu não dou as caras por aqui, é um fato. É outro fato também que, nesse tempo, não escrevi uma linha sequer, nada. Mal e mal uns trechos mínimos no Facebook, porque vezenquando bate uma mini-inspiração, ou qualquer coisa desse tipo. Eu estava me cobrando muito por causa desse abismo que me enfiei. Esse ostracismo de ideias me irrita um pouco, confesso, e quanto mais irritação, mais fundo eu entro nesse mar escuro, também chamado de bloqueio criativo.


Tomei todos os remédios possíveis, indicados para quem está perdido: assisti filmes, devorei séries, li um livro, incontáveis textos, ouvi música e me concentrei na porra do papel em branco, pra ver se saía alguma linha qualquer. Tendo em vista este texto que vos escrevo, a verdade é que não obtive nenhum sucesso.

Mudei de planos. Joguei tudo para o alto e liguei o fodacy, porque decidi que posso. Ok, as coisas não são bem assim. Mas julguei permissível me dar uma folga dessa pressão toda que é o preciso escrever. Respirei fundo, xinguei o mundo e fui vivendo, porque a vida chama. O tempo não dá uma pausa para que eu pare para escrever e esperar a brancura passar. Clichê. Vai e volta o mundo, a terra gira, o tempo voa e eu continuo colecionando clichês atrás de clichês. E não, isso não é uma crítica: eu amo clichês.

Nessa de trocar o disco, comecei a pensar de outra forma. Tirei o foco do mesmo e vi tudo de cabeça para baixo. E concluí que sempre soube o que me puxa para o fundo do abismo, o que me puxa para longe desse espaço que cultivo há tanto tempo: autocrítica.

Fico buscando e tentando escrever um texto fantástico para por aqui. Cavuco ideias sensacionais para gerar conteúdo quando, de fato, esse blog nunca foi um espaço assim totalmente literário. Se formos rolando às páginas, voltando o tempo, é possível ver um bocado de mim nessas linhas tortas e sem sentido e gordas de tanto clichê. E sempre funcionou assim para mim e sempre funcionou assim para quem me acompanha já de longo tempo. Não preciso mudar — tanto/tudo — porque o mundo muda. Decidi por me adaptar à essa nova versão de mundo (real, virtual, blogueiro), mas sem me esquecer de mim.

Às vezes, para caminhar para frente, é preciso dar um passo para trás.


PS: para Tati, a criatividade que me puxa de volta toda segunda.
PPS: o título nada tem a ver com o conteúdo. Ou tem tudo. Whatever, odeio de qualquer forma.

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comentários pelo facebook:

4 comentários:

  1. E não é que mesmo com bloqueio criativo você escreve lindamente bem. Quem tem o dom tem, e você o tem. Tava com saudades de passear por aqui, continua tudo lindo como sempre! <3 Beijos amore

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  2. Concordo com ela ali em cima, que mesmo sem se sentir criativa você ainda escreve muito bem. Eu, pessoalmente, valorizo muito mais isso do que essa necessidade incessante que alguns blogs têm de criar conteúdo rápido sem se preocupar com a qualidade do texto em si. Vou aproveitar pra circular um pouco nas suas postagens antigas :)
    Aliás, acredito que clichês só se tornam clichês porque falam a verdade. Então por que temos esse instinto de tentar fugir deles? Hahaha Por mim, pode gostar de clichês o quanto quiser...

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  3. vou dar meu pitaco e me intrometer. Quando bate a secura criativa, sigo o que certa ouvi de Ignácio Loyola Brandão: "Saia por aí.". Às vezes basta dar uma boa caminhada pela rua, dar uma volta e reparar no que vemos ao nosso redor, com outras lentes, com outro olhar e quem sabe a inspiração não surge.
    Só não mude seu jeito! ;)

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  4. Matando a saudade de estar por aqui.

    Que bom te encontrar por essas linhas tortas rs

    Abraço!

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