Paixão antiga

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14 de junho de 2017


Eu devia ter uns 4 anos quando me apaixonei. Devo ter lhe conhecido antes, mas daí já não lembro. Era meu aniversário, meus pais, primos e coleguinhas da escola estavam em volta da mesa cantando parabéns. Você também estava lá, brilhando! Eu me lembro que não conseguia tirar os olhos de você. Depois que todo mundo cantou os parabéns, foi você para todo lado.


Dia desses senti saudades. Eu te via com frequência, mas não com a frequência que eu gostaria. Todo ano, no meu aniversário, você vinha. No da mãe e do pai também. Dos amiguinhos às vezes. Mas não era meu aniversário, nem de ninguém, e eu estava com muita saudade sua. Comentei com a mãe e ela disse que daria um jeito.

Fomos ao supermercado, compramos umas coisas. Em casa, a mãe misturou tudo e, num passe de mágica e um pouco de calor, você estava lá. Lindo! Eu vi você crescer, sabe? A mãe pediu para esperar um pouco, mas não tirei os olhos de você. Esperei até o café da tarde. Você veio junto com um copo de leite...

Acho que, mesmo se você viesse todos os dias, eu continuaria me apaixonando. Perdidamente.

A carta abaixo foi escrita para apresentar na Oficina que fiz no Colégio São José, no dia 18 de abril, com os alunos do 5º ano. A ideia foi apresentar para eles uma forma diferente de escrever uma carta, escrevendo-a para alguma coisa, não para alguém. Mais detalhes pode ser visto direto no site da escola ♥ 

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2 comentários:

  1. Que proposta incrível! *--*
    Apaixonada, Mafê hahahaha ♥

    www.ultimobiscoito.com

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