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Eu não sinto a tua falta


Não sei onde estava com a cabeça quando resolvi te mandar aquela mensagem. Porra, as coisas tinham sossegado do lado de cá, eu estava bem e feliz do jeito que dá. Aprendi a viver sem o som do teu riso, saca? Depois de meses, finalmente parei de pensar em você antes de dormir e não mais te imaginava deitada daquele lado da cama que era teu.

tentar esquecer é um jeito de continuar lembrando

Trago no olhar visões extraordinárias de coisas que abracei de olhos fechados.
[Florbela Espanca]



Certas coisas são inesquecíveis. 

Eu fico cantando "O Vento", dos Los Hermanos: não te dizer o que penso, já é pensar em dizer e penso que, num aproveitamento da música, tentar esquecer, é um jeito de continuar lembrando. Não que eu queira esquecer, longe disso. Eu lembro de você com uma quantidade de detalhes surreal! Não preciso de esforço, sabe?

malditas interrogações


Eu queria poder culpar os astros, mas não consigo acreditar que o signo – maldita geminiana! – seja culpado por todas essas interrogações constantes que pulsam, diariamente, na minha cabeça. Minha mente fervilha. São incontáveis porquês, o tempo todo. Ninguém precisa colocar a pulga atrás da orelha, porque ela já está ali – praticamente um bichinho de estimação.

tropecei num sorriso teu


Enquanto você mandava aquela música, eu estava me ocupando com as nossas conversas e pensando cara, isso aqui daria um livro. Tá, talvez seja um pouco de exagero um livro inteiro, mas uns bons textos, por quê não? Vou te confessar, num sincericídio torto, que não estou conseguindo me desapegar das palavras e dei um jeitinho maroto de guardar tudo comigo. Eu sempre sorrio em meio ao caos e eu busco esse caos que é para poder sorrir.

nosso ponto final



Eu não quero que a nossa história termine sem, ao menos, um ponto final, sabe? Não sei lidar com esses livros que, num virar de páginas, se acabam. A gente volta para a última frase, relê, vira a página e a mesma está em branco, anunciando um fim premeditado. O livro acaba sem concluir e deixa aquele nó ruim na garganta e dezenas de interrogações. O autor é odiado por uns dias, a gente alimente suposições por outros tantos até cair no esquecimento. Não quero que a gente, eu e você, termine assim. Um fim sem final. Não está certo.

não quero motivos para esquecê-las


Lembro-me de Clementine toda vez que vejo uma menina de cabelo azul na rua. Não é sempre, claro, mas vez ou outra aparece uma dessas meninas despreocupadas com a vida e, instantaneamente, vem a imagem de Clementine, com seus cabelos azuis, roubando um pedaço de frango numa praia cheia de neve. Se você não assistiu Eternal Sunshine of the Spotless Mind, provavelmente não está entendendo uma vírgula do que estou falando. Se você assistiu, deve ter aquele risinho tímido de canto de boca, mexendo de leve com a cabeça em sinal de afirmação.

eu te amo, mas não sei

Originalmente escrito para o Jornalismo de Boteco

As coisas complicaram sem eu nem perceber. Não lembro quando foi que nosso amor saiu do trilho, mas eu vejo o caos que a gente tá vivendo, eu vejo o tanto que tá machucando do lado de cá, o tanto que tá doendo do lado de lá e o tanto de lágrimas que a gente derrama, lá e cá.

acaso, destino ou algo mais forte?


Tem amores de aeroportos que começam nos bastidores, sabe? Entre o ir e vir de passageiros, tem aqueles que ficam, que trabalham, decolam e pousam sempre no mesmo abraço... Essa história começa assim. Esse voo começa numa sala cheia de gente, numa troca de olhares e na vida, que se desenrola para que dois corações se esbarrem e se enlacem. Não adianta tentar mudar de horário, de cidade, país. Se a conexão deve ser feita, inevitavelmente, ela será.

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