ME CHAMA DE AMOR

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15 de fevereiro de 2018


Não gosto quando você me chama de amiga. Amigos não fazem o que a gente faz quando nós dois estamos juntos. E quando você me chama assim, eu tenho certeza que é para colocar uma barreira entre a gente, mas é uma pena que você esqueça que o que rola conosco é diferente.

Não tô pedindo para me assumir, cara. Calma. Eu não tô te colocando na parede. Só que a gente precisa encarar a verdade. Nenhum de nós está aqui pela metade. Mesmo que você ainda insista em estar, no fundo você gostaria definitivamente de ficar sem ter mais nada o que provar. Você gosta da novidade, das meninas que te chegam com requintes de sacanagem, mas você curte mesmo das pessoas que, como eu, não estão só de passagem.

Não me chame de amiga. Nem de colega e nem de uma pessoa que você não conhece bem ainda. Não coloca rótulos no que tá acontecendo e muito menos diz que se precisa de tempo. Quando a gente quer, deixa fluir com o vento. Só o que eu já te expliquei antes, hoje eu nem tento. Você é meio teimoso e deve ser por isso que sua cabeça continua batendo.

Me chama de amor, mas sem o menor compromisso, desde que seja sincero, porque amor é uma coisa que a gente faz quando as nossas bocas se tocam, é o que acontece quando há choque das peles que se encontram, duas mentes que já sonham e dois corações que já se amam. E amor é o que você acha que já testou, mas que na verdade nunca encontrou, porque é o que eu sou.


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