O SEGREDO DA FELICIDADE

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12 de fevereiro de 2018


Dia desses eu olhava pra tela do celular e podia ver, refletido ali, meus olhos, tão vermelhos de raiva que achei que iam estourar. Sensação chata essa de brigar com alguém que se gosta, né? Confesso que não lembro exatamente como começou, mas quando me dei conta já o chamava de cretino – digo pra vocês que chamar alguém de cretino é algo que me satisfazia muito, antes – e meu estômago embrulhou. Bloqueei a tela e respirei. A náusea parecia ser provocada por um soco. Eu levei um soco, literalmente, da minha consciência. É mais fácil jogar a culpa nos outros e esperar que eles correspondam da maneira que a gente quer, né não?

Digo pra vocês que pior que brigar com o outro, é brigar com a gente mesmo. Para de ser trouxa, meu amigo. Tô falando com você mesmo. Enquanto a gente ficar colocando a felicidade de lado e se importar com os detalhes mais insignificantes, o mundo vai passar ao nosso lado e nem sequer teremos como segurá-lo. É complicado demais equilibrar o tempo, o amor e as picuinhas causadas pela ‘não correspondência’ de nossas expectativas pela parte do outro. Já disse isso outras vezes e volto a repetir: é cruel demais colocar um rótulo nas pessoas que estão a nossa volta. Cruel com eles e muito mais com a gente. No momento em que alguém não corresponde as nossas expectativas, achamos, automaticamente, que o outro não nos ama. Grande mentira essa que contaram pra nós quando disseram que os contos de fadas são as genuínas histórias de amor. Genuíno é sinônimo de autêntico, próprio e acho que cada um de nós quer ter sua história particular e diferente das demais, certo?

Desbloqueei a tela do celular e aquele meu papel de parede fofinho me fez sorrir. Abri as mensagens e havia um texto que poderia ficar lendo mais de um milhão de vezes e não acharia chato. Uma lágrima que misturava raiva e gratidão percorreu meu rosto e molhou a camiseta cinza que usava. Respirei fundo e comecei a escrever tudo o que eu sentia. É difícil sim fazer isso, mas necessário. Colocar para fora, sem agredir o outro, é a melhor coisa que podemos fazer para trazer a felicidade para perto da gente. Alguns argumentos dizendo o motivo de eu não gostar de certas atitudes e uma declaração de afeto depois tudo já estava bem.

A vida corria apressada ao meu lado esquerdo, mas só dessa vez eu soltei todas as mágoas que tinha nas mãos e convidei-a para um café. Desacelerou um pouco a rotina, mas é bom andar de mãos dadas com a felicidade hoje.





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