OBRIGADA A TODOS OS AMORES ERRADOS

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14 de fevereiro de 2018


Ao que saiu sem fechar a porta. 
Ao que saiu e bateu a porta.
Ao que saiu de fininho.

Você, que saiu sem fechar a porta, agradeço por mostrar que, independentemente das circunstâncias, é preciso avisar, que por mais distante que duas pessoas possam estar isso é algo que se faz ao menos por educação e o relógio não para, então tempo conta, e conta demais quando perde-se tempo a esperar pelo retorno do visitante que nem ao menos limpou os pés no capacho antes de entrar. Aprendi que o mínimo que se deve fazer antes de entrar na vida de alguém é limpar os pés, tirar a poeira, liberar a bagagem, seja ela boa ou ruim, porque a sujeira dos sapatos e a bagagem pesada ficaram na porta da frente e eu me responsabilizo apenas pela minha, então te aviso que a despachei, pois até das minhas eu me livrei.

Ao que saiu de fininho, fico grata pelas poucas palavras, com elas entendo que é preciso ter coragem, que tudo o que se começa precisa de um fim definido. Aprendi a não falar baixo, não ser inaudível quando tudo o que o outro lado quer é uma definição, seja um início ou fim. Aprendi a não fazer ninguém supor e em seguida correr, e sim que todo mundo merece um adeus por mais que seja doído.

Ao que saiu e bateu a porta, fico grata pela cooperação, a corrente de ar que passa por aqui é muito forte e me dá uma coriza danada de chata, então obrigada pela preocupação. Nem todo mundo pensa um pouco sequer no outro quando o sapato aperta e tem coragem de ser sincero. Agradeço por me provar que por aí ainda caminham pessoas que tem coragem de terminar o que começou, o mundo tá muito cheio de meias doses que se acham copos inteiros.

Ah! E a você, meu todo amor certo, fico grata por limpar os pés antes de entrar. E perder a bagagem no aeroporto, acontece. Fica tranquilo que a gente trata de construir uma bem mais leve e bonita.

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