AOS CONTATINHOS DE PLANTÃO

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12 de março de 2018


Podemos passar por diversas situações na vida e, algumas vezes, elas são semelhantes a alguma que uma pessoa conhecida já passou, mas nem por isso precisamos agir da mesma maneira que elas para “ser diferente de quem fez errado”, muito menos agir igual por achar que se “deu certo pra ela, pra mim vai ser igual”. Temos que ser autênticos. Um amigo meu sempre de diz que ‘autenticidade é fazer as coisas, pois tem de ser feitas, não porque os outros acham que precisa ser feito’.

Contatinho é a palavra mais usada no último ano. Todo mundo julga, mas no momento que tem a oportunidade de realmente não fazer igual acaba se metendo na roda. Medo? Talvez. O que importa é que isso é ruim para ambos os lados. Você pode até dizer que não, mas sabemos bem que sempre tem aquela pessoa que pode servir se estivermos carentes no fim de semana, né? Onde eu quero chegar é: isso adianta? Realmente, faz diferença você ter alguém só pra de vez em quando beijar e no dia seguinte nem olhar na cara da pessoa?

Na boa, é um saco a gente se montar – digo montar no sentido de fazer parecer mundos e fundos sendo que, na realidade, nem é o que a gente é de verdade – para sair um dia com alguém e no dia seguinte não receber uma mensagem perguntando se estamos bem. Entendam, não estou reclamando que os meninos – ou meninas, dependendo do caso -, não ligam. Aquela coisa do ‘se eles gostassem, ligariam’ não faz sentido, pois sendo apenas nossos “contatinhos”, eles não tem essa obrigação. Nós os colocamos no patamar de uma saída de sexta sem pretensão de muita coisa e é perfeitamente compreensível quando eles correspondam dessa maneira. Seria muita falta de princípio cobrar afeto de alguém que nós não tratamos com afeto, entende?

Faz pouco tempo que apareceu alguém com quem eu podia sair e não precisava dar satisfação. Foi engraçado. Mesmo. Uma ou duas noites legais e no dia seguinte trocávamos umas 10 frases. Comecei a ficar mal por não retribuir da maneira que sei que ele esperava, mas falava, mesmo que pouco, só para não perder o “abraço amigo” e os beijos para o fim de semana de carência. Enquanto conversava com uma amiga, comecei a me dar conta do quão hipócrita eu estava sendo: xingava ela por conversar com dois meninos, mas eu estava prendendo alguém a mim por simples capricho. Revirei os olhos quando me dei conta


Oi. Acho que precisamos conversar.O negócio tá dando certo não, meu bem.Você quer algo e eu, nesse momento, não desejo isso.Gosto muito de ti, temos afinidade pra caramba,mas não quero te prender. 

Acho que, depois disso, ele nunca mais vai olhar na minha cara. Se fosse eu, também não olharia. Mas foi o certo a se fazer. Depois dessa atitude deplorável, logo bateu a carência – logo mesmo, não passou três dias – e eu sentia que tinha duas pessoas dentro de mim brigando. Poxa, essa coisa que a gente tem de querer alguém que nos abrace, que nos dê carinho imediatamente quando bate a bad é perfeitamente normal, mas não é porque eu sinto isso que tenho que sair por ai usando as pessoas, okay? 

Faz parte a gente sentir, mas o que fazemos com isso é que nos faz alguém bom ou não. Já tive vontade de pular no pescoço de alguém e o asfixiar até a morte, mas não o fiz por saber que não era o certo. Minha liberdade termina quando começa a do outro, isso inclui os sentimentos e desejos também. NÃO É FÁCIL, mas é bem melhor e vale a pena quando a gente encontra alguém que é muito mais que beijos de uma sexta-feira maluca.




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