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A SUTIL ARTE DE LIGAR O FODA-SE


Você já se deparou com um momento na vida em que parece que tudo fica se repetindo — aquele looping — eterno e se perguntou, por quê? Pois bem, tenho observado com mais atenção o caminho que tenho trilhado. E depois de ver tantas coisas se repetirem, tive vontade de fazer algumas coisas de outro modo.

Nunca fui fã de livros de autoajuda, e para falar a verdade, ainda não é minha praia, mas reparei que se procurar bem, dá para achar conteúdo bom. Foi quando encontrei A sutil arte de ligar o foda-se, de Mark Manson. Num linguajar despojado, Mark fala verdades, doa a quem doer. Ele começa com O circulo vicioso infernal, que são todas as coisas que fazemos sempre igual, que nos causam os mesmos resultados e que levamos anos, e algumas vezes nem percebemos que estamos estagnados nas mesmas atitudes. Culpamos Deus e o mundo, quando os planos não dão certo. Quando os relacionamentos duram menos tempo do que o sofrimento que vem depois. E nos vitimamos, por que, né? Muito mais fácil nos fazermos de coitados, do que mudar o rumo da nossa história.

Não é um livro que dá exercícios, mas que faz refletir, muitas e muitas vezes. Teve momentos em que me perguntei “por que é que não pensei nisso antes?”, de tão simples o diálogo que ele dispõe e da ideia que propõe. Às vezes, a gente acha que só aprende e amadurece através da idade, mas na verdade, é com a forma em que nos conscientizamos e olhamos para vida. Mark diz, de forma bastante clara que, há momentos em que não somos culpados, mas somos responsáveis pela escolha que faremos diante daquela situação. Na praia, por exemplo, posso não ser culpada pelo lixo que alguém deixou jogado, mas sou responsável pela escolha que vou tomar a partir de ter visto o lixo e o que vou fazer com ele. Se alguém estaciona o carro torto no mercado, naquelas vagas apertadas, a culpa não é minha por não caber mais carros, ou por não conseguir tirar o meu da vaga, mas é minha responsabilidade o que vou fazer diante disso – adianta armar o barraco? Arranhar o carro do coleguinha? Pois bem.

Tem muitas coisas que parecem óbvias demais, que nem precisavam ser ditas. No entanto, acredito que assim como eu, você e pessoas ao redor de nós, ligaram o botão do automático e vamos passando, igual a uma boiada, pela vida. Às vezes nem sabemos para onde estamos indo, estamos apenas seguindo o fluxo. E tem fluxos que são cheios de cobranças, de culpa, de pressão. E essa pressão vai nos tornando acelerados, ansiosos, cheios de pressa de chegar – mas não sabemos nem onde é que queremos chegar. Não aprendemos a nos ouvir, a entender o que nos faz bem. Porque poucos são os que ensinam que valiosa é a caminhada, não a chegada – e precisamos de livros, que nos lembrem isso.

Com esse livro aprendi que se ligar o foda-se, a vida pode ser mais simples e divertida.




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