ENCONTREI DENTRO DE MIM O QUE ME FALTAVA

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24 de abril de 2018


Já me disseram algumas vezes “você precisa sair da toca, o que está acontecendo?”.  É que o silêncio incomoda, sabe? Porém, tem sido tão necessário, quanto respirar. Assinei minha liberdade quando escolhi me afastar de pessoas tóxicas, que não respeitavam meu espaço. Que sugavam minha energia e que jogavam para o ralo a reciprocidade.

Quando capítulos se encerram, é normal que a vontade de se guardar aumente. Nós somos humanos, e não há mal algum em assumir fraquezas e sofrimentos. Enquanto houver força para enxergá-los, senti-los e ver que está tudo bem, que na hora certa vai passar.

Não é fácil olhar para tudo o que um dia me fez tão bem e, simplesmente, "abrir mão". Mas se for pra deixar por perto aquilo — ou aqueles — que apenas irão subtrair, então por que ter medo de deixar que se vão de vez? Ausência por ausência, que seja a da despedida daqueles que já não emanam paz.

Não, não é tudo rosas e arco-íris. Não dá pra simplesmente olhar para trás e não se sentir nostálgico. Mas maior que a nostalgia é o vazio, sim, vazio de tudo aquilo que sobra por não fazer mais parte da gente.

Então eu me tornei uma pessoa egoísta por completo. Prezo pela calmaria de dias corridos e da loucura dos dias monótonos. Passei a dar ouvidos ao que gritava minha sanidade mental. E desde então me agarro a um monólogo comigo mesma, dispensando todas as outras palavras e significados que algumas pessoas possam vir a despejar em cima de mim.

Solidão? Sim, ela tem se tornado a minha companheira de viagem e... Quer saber? Eu nunca me senti tão bem acompanhada. Acabaram as amarras de um roteiro organizado e me encontro abraçada ao meu próprio corpo. Principalmente aos meus próprios sonhos.

Estou indo de encontro com as energias que estão espalhadas pelo universo e que, por alguma coincidência, irão bater com a minha. Porque quando é de verdade a gente sabe, a gente sente. E tudo aquilo que não é? Bem, aí já não me interessa mais. (Não me cabe mais).

E eu, que nunca acreditei em finais e separações, me pego levando isso numa boa, na paz e na tranquilidade. Porque encontrei dentro de mim o que me faltava.



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