EU TÔ TENTANDO, PÔ!

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18 de abril de 2018


Estou tentando, pô! Todos os dias ao abrir os olhos, eu começo a tentar. E não é fácil, você sabe. Lembro com todas as letrinhas o dia que você me pediu para parar de olhar para os outros e olhar para o lado de dentro. Não é fácil, entende? Não vem sendo fácil, mas tento todos os dias. E escorrego em quase todos eles, seja em algo grandioso ou, comumente, em algo não. Mas o fato é que vira e mexe me pego pensando na opinião alheia, me pego soltando ideias para aprovação alheia e me pego mudando de planos porque a geral não pensa como eu, a geral quer que eu mude e eu, fraca como sou, vou lá e mudo. E me arrependo. Vê a diferença? Vê como estou tentando?


Eu me arrependo quando fujo de mim para agradar ao povo, e isso, para mim, já é uma vitória imensa. Porque antes eu simplesmente me anulava e agora eu sou mais eu e fim. Ok, ok. Eu venho tentando ser mais eu e pensar mais em mim antes de tentar abraçar a ideia dos outros e me anular, mas eu preciso dessa tentativa e erro e acerto. É uma bela duma bosta, vou te contar. Porque às vezes, nessa de me anular, descubro algo que queria, mas que não sonhava. Foi assim quando abracei o teatro, porque eu queria ser o que queriam de mim e me descobri no meio de toda aquela luz. Foi assim quando aceitei outros projetos que me tiram da zona de conforto. Outros contatos, outras histórias, outras experiências tem me renovado do lado de dentro, voltando a ascender uma chama que há muito tempo só tem é diminuído (cada dia mais).

De um tempo para cá, sinto esperança. Nessa mania louca de tentar, estou sentindo muita esperança. Daquelas que inflam o peito, daquelas que brilham os olhos. Daquelas que nos fazem sonhar alto e ter aquela fé louca de que esse ano vai terminar lindo e bom e cheio de novidades.

Que assim seja. Vê? Eu — realmente — estou tentando.



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