O PESO DE UMA (IN)FELICIDADE

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3 de abril de 2018


Nem todas as pessoas que passam por nossas vidas chegam com o intuito de levar algo de nós, muitas vezes, mesmo que não percebamos, elas vêm para nos ensinar a encarar um certo momento com mais perspicácia. Se eu cometo erros na prova de literatura, na próxima irei me dedicar mais até alcançar o objetivo cobiçado e, não tão diferente de leituras a fio para uma prova que algumas vezes tende a ser maçante, temos as “circunstâncias” da vida que nos deixa sem fôlego durante o caminho.

Algumas vezes um relacionamento que por anos vem se arrastando por puro comodismo, ou talvez um medo de se envolver com pessoas diferentes, ou o medo da solidão, talvez uma preguiça de conhecer gente nova, ou tão unicamente medo de ferir o outro, mesmo que nós sejamos feridos no processo de não desapegar para que o castelo de cartas permaneça intacto. Mas, e quando vier uma ventania? E se o gato malhado com olhos cor de céu passar entre a mesa e derrubar todo o carteado no chão, e o valete não se sobressair como vencedor?

É o ponto crucial onde ocorre xeque-mate, mais espera aí, estamos falando de xadrez? Meros exemplos nos deixam claro que a próxima jogada pode entregar todo o jogo para o arquirrival ou nos levar ao pódio como vencedores. Aí eu te pergunto como está o seu jogo (vida)? E as últimas decisões que você andou tomando? Fizeram bem para algo?

— Olha, com certeza posso afirmar que meu fígado está em frangalhos, meu humor de mal a pior e eu não sei o que é me sentir livre há algum bom tempo. Não quero me lamentar, sabe, mas eu olho para a minha vida e já não encontro os motivos que me levaram um dia a querer os caminhos que escolhi.
— Então porque, simplesmente, não procura se reencontrar pelo caminho onde se perdeu? Você tem que se jogar, sei lá, faz algo que nunca tenha feito antes, chama aquele garoto para sair, vai em um rolê que não tenha nada a ver com o que você curta, apenas por “experiências novas”, entrega o seu número do celular para um estranho, vai dar uma volta apenas para observar as pessoas que passam, saia do roteiro, do politicamente planejado, “daquilo que todo mundo espera que você faça”, é exatamente no acaso que acontecem as melhores histórias.

Se jogue na euforia de um momento novo, pela primeira vez em sua vida fale a porra de um “NÃO”.
Termine o namoro que já não te faz feliz, aproveite a sua liberdade para fazer tudo de novo, mas com um novo olhar para a primeira vez. Tranque a faculdade que você não gosta, espere o próximo semestre e se matricule no curso que realmente se identifica, se não puder no momento não faça nada, é bem melhor do que ter que engolir seco um pão velho que ainda poderá te matar engasgado, porque sim, fazer algo que não nos deixa feliz, é como tomar doses continuas de veneno: chega uma hora que a vida definitivamente irá deixar de existir.

E, finalmente, lembre-se do gato malhado de olhos cor de céu (vulgo vida), uma hora ou outra ele irá derrubar o seu castelo de copas e lhe aplicará o xeque-mate, então de qualquer forma você terá que recomeçar, então recomece agora e que, dessa vez, seja por você.



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