COMO MORRER TODOS OS DIAS

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4 de maio de 2018


É um livro que fala sobre morrer de saudade. De amor. De falta. É morrer nas ausências. Sobre ir de encontro ao fim, cada dia um pouquinho. É sobre os dias de recomeço depois de tropeçar. Sobre sentir – e muito! Sobre viver o amor, a dor. Sobre escorrer pelos olhos e escutar o que vem lá de dentro do coração.

Me encontrei nos contos da Mafê Probst e nos poemas da Céres Felski. Em cada página via um pedaço meu, alguns dos quais divido por aí, outros que estão bem guardados. Como Morrer Todos os Dias me veio num momento em que a luz estava apagada dentro de mim – e sua luz ambiente me fez ver que havia uma fim do túnel (e ele chegaria a meu tempo). Costumo brincar que Mafê é minha gêmea, por tanto me descrever através das palavras dela, além do nosso mapa astral ser parecido. E a identificação não foi menor com Céres, que me fez morrer e renascer em seus poemas.

É um livro para ficar sempre ali, na cabeceira, no fácil acesso. Pois, ao abrir ao acaso, entende-se que acaso sequer existe – porque o encontro é certeiro e depois de ler fica fácil sentir o coração voltar a bater. Às vezes elas fazem com o que o coração parta, quebre, dilacere, mas a companhia e o ato de dividir conosco todos estes sentimentos faz com que tudo se reconstrua.

E no fim, depois de morrer a cada conto e poema, percebi que a gente só pode morrer se estivermos vivos – e que viver é, nada mais que, sentir.


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