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Nuestros amantes


Nuestros Amantes poderia contar mais uma história clichê de escritores fadados aos fracassos amorosos. Afinal, somos tantos por aí, não é? A gente fala e discorre sobre amor, e nem sempre conseguimos viver histórias como imaginamos. Talvez isso se deva ao fato de que lemos demais, assistimos filmes demais. Escrevemos e idealizamos demais. Porém — além de ser sim um clichê — Nuestros Amantes passeia pela literatura, pela criação de personagens e por uma fotografia de cair o queixo.

Uma vida depois dela


Volta e meia ela chega sorrateira, como quem não quer nada. Os últimos dias podem ter sido os melhores e mais cheios de sorrisos dos últimos tempos, mas se ela insiste e aparece pra lembrar que nem todas as questões ainda foram resolvidas.

Um sábado como todos os outros. Ou quase.

antes de continuar, você precisa ler este conto aqui ♥
O texto abaixo é a outra versão dele.
Querido diário,

Assim que saí da igreja, parei embaixo da sombra de uma enorme mangueira que tem na praça. Eu estava só passando tempo, esperando por Cecília que tinha ido "dar uma volta" com Heito…

Uma mala nova, por favor


Ele tem um coração ardente em chamas, uma paixão natural, uma beleza, e se acostumou a não querer ser normal e tudo isso tem uma certa responsabilidade. Pertencer ao seu coração deixando-o viver grandes aventuras, pois mesmo que não estivesse doente, sentiu uma cura, se fez perdido para realmente se encontrar.

O que você espera de mim?


O jogo inverteu. Nenhum de nós venceu. Eu pensei que eu tivesse ganhado alguma coisa, mas eu senti quando você se perdeu. Talvez agora doa para você. Parece que você se arrependeu. Só que eu já fiz tudo o que poderia fazer por esse caminho que você escolheu.

Com a idade a gente aprende


Com a idade a gente aprende que nem tudo sai como planejado. Que os sonhos que tínhamos quando crianças ficaram na infância e que quando adultos almejamos outras coisas.

Aprendemos que não teremos tudo resolvido aos 25 e que aos 30 anos, provavelmente ainda estaremos lutando para nos encontrar.

O dia em que ela puxou o gatilho


Mas o fato é que eu já havia morrido muito antes do meu corpo. Morri, pouco a pouco, quando deixei a vida me engolir de uma vez só.

Gostaria, mas não tenho como listar aqui todos os motivos, em ordem cronológica, que me levaram a disparar aquela arma.

O último adeus


Interfone toca... Era o bom e amado senhor Jaime, o porteiro de meu prédio.

— Dona Gabriela tem um moço querendo lhe falar... Ele carrega um buquê de flores amarelas e jura que um dia a senhora já o amou. Posso autorizar ele subir?

—  Autorizado.

Toc... Toc... Toc...

Demorei a descobrir o prazer de namorar sozinha



Ontem à noite, antes de deitar, olhei-me no espelho e você não estava lá para tirar meu robe. Me veio a falta de você. E eu, que gosto de ser sozinha, desejei nosso par. E que teu par de mãos pudessem deslizar aquela peça de roupa pelo meu corpo para que, em seguida, pudéssemos continuar a brincadeira abraçados na cama.

Ingrediente indesejado

ideia da frase descaradamente copiada dessa música lindona aqui

Ela avistou de longe um botequim na esquina. Olhou para o céu que ameaçava chover. Olhou para as horas que não ameaçavam correr. Mexeu os pés, num sapato de salto, que começavam a doer e decidiu, sem muito pensar, que era ali que ela iria encerrar essa segunda-feira fria.

Nada novo, salvo o botequim na esquina.

Todo dia a responsabilidade me chama


Todo dia a responsabilidade chama quando o despertador toca. Quando o chefe pede para entregar relatório. Quando os impostos vencem. Quando o tanque do carro aponta a reserva. Quando o sinal fica amarelo. Quando o pedestre pisa na faixa. Quando tem aniversário de família. Quando a gente cresce. E a gente nunca para de crescer...

Os outro somos nós


A gente perde tempo demais tentando estar sempre certo. Briga, bate o pé, vira do avesso. Fica “puto”, desconta no outro, sai chutando portas e levando tudo o que encontra pela frente. A gente desfaz laços e cria relações de ódio — e cultiva esse ódio.

Não me choque


As pessoas que falarem sobre nós... Ignore.

Estou pronta demais e eu sinto. Sinto que seremos mais fortes.

Você me olha. Me beija com os olhos, porque não pode. Nos arrepiamos e não há nada mais intenso que a nossa sorte.

Fiz de você minha melhor companhia


Eu até agora não entendo, parece que aprendi a enxergar o amor de outro jeito depois que você chegou ou talvez, só agora, tenha conseguido provar de verdade do amor que tanto falei nos versos que vinha escrevendo antes de você.

O que eu quero, afinal?


Você já se fez essa pergunta hoje? Ou ao menos esse ano?

Que a vida passa rápido, não temos dúvida. Uma hora estamos nos arrumando para ir ao colégio, na outra estamos entre um emprego e outro, tentando equilibrar as contas.

Contudo, o intervalo entre um momento marcante e outro é constituído daquilo que faz de nós, nós. Deixe-me explicar melhor.

Fazendo silêncio em todo lugar


Ela falava sobre odiar despedidas e eu só conseguia abanar a cabeça em negação. Definitivamente eu não concordava com o termo. “Odiar despedidas”, onde já se viu?

Ok, eu nunca fui muito fã.

O que eu aprendi ao escutar One Direction


A maior de todas as lições foi lidar com despedidas. Seja de um amigo que vai embora pra outra cidade. Seja de um amor que foi bom por um tempo, mas que já não é mais. Seja pela perca de alguém para a morte. Eu sempre vou odiar despedidas, sou fã de reticências e nunca de pontos finais.

Depois que soltou minha mão

Leia ao som de Dancing On My Own

É a quinta vez que essa música toca.

Provavelmente é a sétima, mas eu só contei até cinco porque comecei a lembrar de um monte de coisas. Lembrei de ti. Lembrei de nós e daquela praça. Fazia tempo que eu não lembrava da nossa história... Veja bem, não é que eu não quisesse lembrar, eu só não parei para pensar no que passou. Eu e você. Nós. Aquele monte de histórias e viagens para ver o pôr do sol na praia.

Uma saída para nós dois


Não chega devagar porque entre a gente impera a pressa. Me dá aquele sorriso de dentes grandes e sacia tua fome sem medo. Me devora pelas beiradas primeiro – uma mão guiando minha nuca, embaraçada entre os cabelos, a outra brincando em minha coxa de enterrar os dedos. Se perde dentro de mim. Invade meu pescoço com um suspiro desavisado e observa meu tato e olfato duelarem pelo teu hálito – o sopro dele eu já conheço.

Percebi que não precisava me despedir



Lembra-se daquela noite em que saí do bar e me entreguei a chuva? Aquela noite em que um novo caminho aparecia em minha frente? Pois, então. Não sei muito bem por onde começar, mas caminhei até que o sol nascesse. Perambulando pelas ruas vazias, notei que algo crescia dentro do meu peito.

O que podemos aprender com as bolas de sabão


Com o olhar perdido de quem acabou de acordar, me deparei com bolas de sabão como quem se depara com o acaso. Meu olhar era ainda de pureza infantil, de quem aos poucos abre os olhos para conhecer o mundo. As bolas preenchidas por um sopro de vontade lembravam-me da sensação que o livre-arbítrio traz.

Você sobrevive à um não


A gente nem acredita quando se depara com a possibilidade de falhar, bate um desespero, talvez uma sensação de impotência. Somos falhos por natureza, somos humanos e errar faz parte do viver cada dia. Mas como você reage a isso? Como sua cabeça fica ao encarar esse desafio diário que é aprender com esses mesmos erros?

O que mudou sem você aqui


Quando a gente tá com raiva, a gente sempre acaba pensando um monte de besteira. Eu sempre acho que depois das brigas eu vou voltar um pouco mais forte e eu nem vou sentir falta da outra pessoa que eu vou me afastar. Mas conforme o tempo passa a gente percebe que não tem essa. Mesmo sendo uma pessoa teimosa você faz falta.

Parem os relógios, o rádio tocou nossa canção


A faxina espera, amor. A vassoura caída no canto da sala nem vai ligar e o rodo encostado na porta da cozinha não vai se queixar. O pano que descansa tranquilo no balde, mergulhado em desinfetante com cheirinho de talco, nem percebeu que o tempo parou. O lixo aguarda, ansioso, traços de preguiça misturados com restos de cidade grande, mas também vai esperar, porque o rádio tocou a nossa canção.

Nas quedas da vida


Às vezes a vida nos derruba. Chega sorrateira, inesperada, quando olhávamos para o outro lado. Não percebemos a queda se aproximando. Só a vemos quando já estamos com a cara no chão.

E agora o que fazer? Chorar, gritar, espernear, reclamar, sentir. Afinal, foi um susto, uma surpresa nada agradável, e não devemos esconder nossa frustração.

Meu diploma não me define


Recentemente comecei a fazer um curso voltado para o empreendedorismo no ramo digital. Já fazia um certo tempo que eu estava agoniada com a minha estática e senti que era hora de agitar as ideias, procurar novos caminhos e, nesse processo de muito estudo, descobri que sou uma Slashie. E aposto que você também é slashie sem nem se dar conta disso.

Tá, Mafê, mas que é isso? Calma que eu explico.

Junho


O cheiro de gengibre afagou a ponta gelada do meu nariz, acariciando-o. A timidez desviou os meus olhos de forma ríspida. Ouvi o seu riso devagar. Na medida em que foi se aproximando, senti sufocar o olfato. Dedos grossos no meu queixo me fizeram erguer novamente – me encarou, e então estremeci ao frio que atravessava a nudez da minha alma. Tocou-me os lábios, o sabor era doce. Canela, talvez. As mãos também estavam frias, mas explicavam com maestria como se fazer combustão ao deslizar com cuidado por meu corpo. As pessoas repousavam com tranquilidade por entre uma barraca e outra, pareciam não nos notar. A fogueira queimava no centro da praça. Algo inteiramente novo ardia dentro de mim. Éramos a inocência da lenha que se entrega ao calor sem consciência da altura das chamas.


Não tenho vergonha de falar sobre ele

Leia ao som de Cartas ao Remetente

Tem um tempo que só observo as coisas e deixo muitas vezes de agir. Algumas situações estão estagnadas aqui dentro. Não é que eu não sinta — sinto, e muito —, mas tenho me machucado e estou procurando a raiz de tudo isso. Sempre ouvi por aí que a gente não deve criar expectativas em relação as pessoas, mas é inevitável esperar algumas coisas das pessoas que estão mais próximas de nós, não é verdade? A gente deposita carinho e espera ao menos que, quando precisemos, elas estejam ali

Uma carta pra vocês dois


Garota, talvez ele não volte mais para você, como ainda deseja. Sabe, o tempo passa, e ele não mostrou nenhum interesse até agora, este pode ser o melhor sinal de que se cuidar é o segredo para sair dessa. E garoto, talvez dessa vez ela tenha aprendido o real valor dela, e nem que você a procure pintado de ouro, ela vai permitir que você entre na vida dela de novo. Não por faltar amor, jamais por isso. É que ela aprendeu a se amar e isso agora basta.

Ele não vem


Ela chegou sozinha. Olhos cabisbaixos. Notoriamente ganhou alguns quilos. Subiu o ligeiro degrau entre a varanda e a cozinha com uma dificuldade imensa, como quem carrega a dor de uma saudade.

Reencontros


— Não esperava te reencontrar de novo.

— Ah! Oi para você também. De fato, também não esperava te rever. Não em terras praianas. Tudo bom, moço?

— Tudo. Clichê, mas melhor agora. Sei lá, realmente fiquei feliz de te ver de novo. Eu te acompanho sempre nas redes sociais, apesar de você quase não postar mais nada por lá.

Conta comigo

samia-louise

Mesmo que a vida esteja triste, vou dar um jeito de fazer ela sorrir para você. Pois assim caminha a humanidade enquanto não se torna unidade. Talvez o que outra pessoa saiba, eu não entenda nessa idade, mas que possamos caminhar com o único objetivo de nos descobrir de verdade.

Aquele texto não foi pra você

re-vieira

Aquele texto não foi para você. Nem poderia ter sido. Você foi um desses que eu nunca tive coragem de escrever. Eu sempre fugi por um dos dois motivos: ou porque tinha certeza que não daria certo ou porque tinha certeza que daria e eu sempre sabotei meus bons relacionamentos.

Não adianta tentar se esconder de si mesmo

brunna

Saturei de modismos e reclamações constantes sobre o mesmo motivo, como se reclamar fosse mesmo capaz de mudar alguma coisa. Virou moda os mantras depressivos, como se repetir mil e trinta e três vezes a mesma coisa pudesse ser capaz de alterar a ordem dos cosmos e fazer o universo conspirar a favor, mudar toda a rotina e extinguir todos os problemas reclamáveis. Confesso que eu mesma participo, às vezes, desse grupo seleto de gente que reclama e confesso de novo, com vergonha, que muitas e muitas vezes eu fiquei sentadinha esperando a sorte mudar ou o mundo acabar. Porque às vezes o mundo acaba. O tempo cessa. E a gente tem apenas que aprender a suportar se encarar no espelho — não há nada mais duro no mundo do que repreender a si mesmo, desgostar de si mesmo e decepcionar a si mesmo.

É triste.

Lições que a vida me trouxe

samia-louise

Aprendi a não ter medo. A não temer o futuro e suas incertezas. A não temer o amor que ainda não chegou, o emprego que ainda não conquistei. As amizades perdidas e outras que virão. Os lugares que ainda não conheci. As palavras que ainda não disse.

Sorriso de estrela

agua-de-chuva

Todos os dias no caminho de volta para casa, quando a cidade começa a acender as luzes e o céu se apaga aos poucos, quando as nuvens ainda não tomaram conta de tudo, eu enxergo uma estrela. Sempre no mesmo lugar. Sempre brilhando forte. Sempre solitária. E eu sempre paro. Diminuo o passo, de vez em quando aumento a música pra não ouvir os carros ou os papos. Ali, na porta do parque, no meio da calçada, do lado de cá da passarela, eu paro. A vida que espere, pois há uma estrela em meu caminho.

É libertador olhar para traz e encontrar paz

indi-passos

Os finais me ensinaram que eu sempre poderei me reencontrar. Os finais me ensinaram que eu sempre poderei me reinventar. Os finais me ensinaram que ainda existe vida após tudo acabar. Mesmo que seja para que eu tenha vontade de mudar o cabelo, sair da zona de conforto, me jogar em vontades que, em outro momento, seriam unicamente vontades.

Não sei se foi o sorriso de canto de boca ou minha camisa na minha cor preferida


Ontem eu fiquei horas no Tumblr procurando algo/alguém que descrevesse o sentimento que estou sentindo por você, mas não achei. Até porque, se nem eu mesma encontro as palavras certas, imagine alguém que não conhece nem uma vírgula do nosso amor?

Descobri que a vida não para


Eu descobri que na vida, nem tudo são rosas. E que é possível, sim, fazer melodia com as folhas secas que aparecem no caminho. Basta saber onde, quando e como pisar.

Descobri que, quanto maior for a escuridão de um túnel, mais viva é a luz que me espera ao fim dele, assim, quanto mais folhas secas tenho aos pés, maiores e mais intensas serão as minhas primaveras.

Sobre estar novamente em casa

Leia ao som de Too Much To Ask

Enquanto voltava para casa em uma quarta-feira dessas, notei que as coisas aqui dentro estavam tomando seu lugar finalmente. Confesso que quando me dei conta foi meio frustrante. Sabe quando a gente começa a decorar nosso quarto novo e pensa em um milhão de alternativas diferentes pra não ser parecido com o que tínhamos antes e, depois de muito trocar as cores, os móveis, acabamos percebendo que, na verdade, continua muito parecido com o que sempre foi e é bom se sentir em casa? Sinto isso. Dei voltas e mais voltas, corri uma maratona e berrei por aí que estava tudo diferente pra me dar conta de que, na verdade, tudo continua meio igual.

Quando você quiser partir


Por favor, não acenda a luz. Espera a minha respiração ficar pesada em teu peito e levanta no escuro, de fininho. Você bem sabe que a demora é pequena. A direção para a porta e os móveis no caminho você conhece de cor. Quando você quiser partir, tenta não esbarrar em nenhum deles. Os ruídos do teu adeus farão rasgos em meus ouvidos. Mas, se por acaso deixar um porta-retrato cair enquanto tateia a prateleira em busca da chave do carro, não, não acenda a luz. Deixa meus cacos no caminho, no escuro. E fecha a porta em silêncio.

Diálogos em noites insones

ouça enquanto lê: Stop this train, John Mayer

— Eu estou cansada dessa vida mesquinha. Cansei de abaixar a cabeça pr'aquilo que eu não acho certo, de dizer amém para atitudes que eu não concordo, de chorar escondida e me recriminar por essas lágrimas sentidas e amargas. Estou cansada de não poder contar, sabe? De ter que agir pelas costas, de não receber um olhar de aprovação. Sou só um estorvo, você me entende?

Quando a saudade embala caminhos - parte 02



As poucas horas foram embaladas pelas músicas que a faziam lembrar-se dele. Ela queria mantê-lo vivo em sua mente para não deixar que aquele pequeno surto de coragem fosse embora de acordo com os quilômetros rodados.

Há poucos meses atrás ela conseguiu seu endereço numa pequena aposta e teve que enviar-lhe um presente, portanto, ela sabia onde teria que ir. O presente era uma das peças que ela mais amava vê-lo vestindo. Na sua memória ele ainda ficava maravilhoso de branco.

Não acredite na fortaleza que pregam por aí


Vejo muitos dizendo: você é forte, não desista, segue firme, segue o baile. E poucos dizendo: tenha calma, está tudo bem ir devagar ou desistir se não faz bem. Poucos olham para dentro da gente, poucos são os que enxergam nossas feridas e nos oferecem a escolha de fazer uma pausa, de mudar o rumo, ou apenas ficar observando antes de seguir o baile de fato.

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