MEU DIPLOMA NÃO ME DEFINE

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12 de junho de 2018


Recentemente comecei a fazer um curso voltado para o empreendedorismo no ramo digital. Já fazia um certo tempo que eu estava agoniada com a minha estática e senti que era hora de agitar as ideias, procurar novos caminhos e, nesse processo de muito estudo, descobri que sou uma Slashie. E aposto que você também é slashie sem nem se dar conta disso.

Tá, Mafê, mas que é isso? Calma que eu explico.

O termo Slashie vem sendo muito utilizado pela nossa geração (os nascidos entre 1981 e 1997), uma geração que não quer apenas ser reconhecida pela profissão que exerce. Essa geração tem uma inquietude generalizada e abraça tudo aquilo que lhe dá vontade e prazer – não somente àquilo que lhe dá muito dinheiro.

Está cada vez mais comum esbarrarmos com colegas que largaram a profissão de formação para abraçar um hobbie antigo ou, principalmente, está cada vez mais comum encontrarmos esses colegas atuando em determinadas áreas como também em diversas outras. A profissão não nos define mais, temos sede de novidades e queremos ser reconhecidos em todas as áreas que resolvemos abraçar.

Por exemplo, eu sou formada em Engenharia Química desde 2011 e atuo na área, porém, desde o começo de 2016 eu resolvi abraçar fortemente as minhas outras vertentes e focar mais nas áreas que me davam prazer ao invés de só dinheiro. Eu já era uma Slashie antes, pois tenho o blog desde 2006, mas só há dois anos e meio que me vejo mais multifunção.

Hoje, quando perguntam minha função ou com o que trabalho, eu não respondo mais que sou simplesmente engenheira, eu complemento dizendo que sou ‘engenheira / escritora / blogueira / criadora do e aí, guria? / co-fundadora do @existeamorportodocanto / autora de 2 livros’. Ou seja, a formação – sozinha – não me define mais.

O termo ‘Slash’, na tradução livre, significa ‘barras’ e são justamente essas barras que separam as multifunções e multiatividades que exercemos. E essas atividades podem ser remuneradas – ou não.

Uma das opções que tive para poder colocar no mundo todas as minhas atividades, foi criar um blog. Um espaço onde posso criar histórias, compartilhar artigos, falar sobre filmes e livros e outra infinidade de coisas. E nos últimos anos vi o tanto que esses blogs cresceram, bem como cresceram os criadores de conteúdos.

Tá, Mafê, mas como criar um blog?

É possível criar conteúdo sem precisar de grandes investimentos – nem formação específica. Atualmente basta gostar de escrever e se interessar por atualidades, assim já é possível exercer o seu lado slashie e se espalhar pelo mundo. Até porquê, não nos definimos mais somente atrás de um crachá de empresa, com horário para chegar e para sair, não é mesmo?

Além de ser uma ótimo para mostrar o quão multitarefas somos, ainda é possível complementar a renda – ou até, quem sabe, te fazer viver dela.

Espero que você arrisque e que um diploma não te defina. E eu vou voltar para o curso, porque tem muita ideia para pôr no papel e muito conteúdo para absorver e aprender um pouco mais. Acho que isso define muito os slashies também – a sede de aprender.

Quanto mais a gente aprende, mais a gente cria. E não adianta só criar e guardar na gaveta. Vamos criar um blog?


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