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Nuestros amantes


Nuestros Amantes poderia contar mais uma história clichê de escritores fadados aos fracassos amorosos. Afinal, somos tantos por aí, não é? A gente fala e discorre sobre amor, e nem sempre conseguimos viver histórias como imaginamos. Talvez isso se deva ao fato de que lemos demais, assistimos filmes demais. Escrevemos e idealizamos demais. Porém — além de ser sim um clichê — Nuestros Amantes passeia pela literatura, pela criação de personagens e por uma fotografia de cair o queixo.

Foge ao cenário de filme maçante, para um dos mais interessantes que já assisti nos últimos tempos. É leve de uma forma que passa rápido. É engraçado, de uma forma tão real que poderia acontecer com qualquer um.

A Fada Doida se vê tentada a sentar à mesa do Elfo Doido, com uma proposta inusitada e com uma tendência absurda a aguçar a imaginação do escritor de 40 anos, que se vê num impasse na hora de criar seu novo enredo. Ela, com 30 anos e fadada a romances cheios de tragédia, saindo de um relacionamento – nada mais, nada menos do que com um poeta. CARAMBA, tem mais clichê do que vi na vida em uma hora.

Eu poderia contar aqui de como eles conversam sobre Bukowski, Truman Capote e Paulo Coelho, sobre os amantes que passaram por suas vidas. E ainda, sobre como fazem ser interessante o fato de conhecer alguém através de perguntas inteligentes. Mas vou me render ao fato de o filme ser espanhol, sem frescuras; com idas a um café/livraria que mexe muito com meu psicológico tanto quanto uma garrafa de vodka (rá, o café também tem bebidas, toma essa mundo clichê), com livros e pessoas que gostam das mesmas coisas. Enfim, é uma BAITA de um clichê, real e delicioso de assistir. 

E tem na Netflix, baby.



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