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O que eu aprendi ao escutar One Direction


A maior de todas as lições foi lidar com despedidas. Seja de um amigo que vai embora pra outra cidade. Seja de um amor que foi bom por um tempo, mas que já não é mais. Seja pela perca de alguém para a morte. Eu sempre vou odiar despedidas, sou fã de reticências e nunca de pontos finais.

Mas eu aprendi a lidar com elas ou pelo menos cuspi-las para fora, seja através da dor insuportável ao senti-las na flor da pele, ou nas lágrimas salgadas que insistem em rolar.

Eu odeio despedidas, mas aprendi que sempre irão existir novos cenários, novas pessoas e novos amores. Isso não suprime a falta de quem não está mais aqui, mas me deixa mais resiliente para as novas pessoas que irão chegar e que, em algum momento, também irão partir.

Porque no fim todo mundo se vai.

Aprendi a me jogar de asas abertas no amor, sem medo de quebrar a cara, e vivê-lo na sua essência mais nua e pura. A dor em algum ponto nos alcançara, seja em uma briga estúpida que dará o lugar a um rompimento onde nunca mais iremos nos falar, ou pra fazer as pazes após a briga com um beijo terno e louco.

Hoje eu me sinto forte perante a dor e pronta para (re)começar, mesmo com medo. Hoje eu vivo o luto, mas não me prendo ao luto. Eu sinto, eu lamento e eu me despeço.

Depois eu dou um passo de cada vez em um ritmo desacelerado em direção a busca pela felicidade.

Foi escutando as músicas dessa banda que aprendi que vou querer sempre sentir, mesmo que os danos colaterais sejam tristeza, dor e despedidas. Se eu viver a intensidade do momento significará que, mesmo que com cicatrizes, no final da noite eu ainda vou me sentir viva — e isso será o suficiente.

One Direction é uma mistura de nostalgia com celebração. É abraçar tudo que nos feriu sem medo de sofrer de novo, porque as experiências da primeira vez realmente nos ensinaram uma lição.

Aprendi a ter empatia pelos momentos ruins, afinal foram depois deles que os bons vieram. E mesmo odiando despedidas, eu finalmente aceitei que elas são necessárias para que eu evolua. E se pra eu evoluir tiver que abraçar despedidas, mesmo amando quem está ficando para trás, eu irei me despedir.

Por mim, pela história vivida e pela pessoa.

Eu finalmente entendi que a despedida é o casulo da borboleta. Só deixaremos de ser lagarta quando o aprendizado vivido até ali servir para lição e não para comodismo. Então rasgando o casulo me jogarei no mundo, correndo todos os mesmos riscos, tendo meu coração partido milhares de vezes, vivendo o luto e tendo que me despedir de pessoas que eu já amei.

Mas no final do dia eu ainda estarei viva e isso me ensinará a guardar esses momentos no filtro da memória onde tudo será eterno até o próximo (re)encontro.

Eu odeio despedidas, mas aprendi finalmente andar de mãos dadas com ela. Jamais irei abraçá-la como uma velha amiga. Ela me rouba pessoas e isso não muda. Mas ela também me faz ganhar maturidade e, mesmo com dor, eu serei sempre grata. E seguirei vivendo.

E ainda assim continuarei odiando despedidas.

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