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Os outro somos nós


A gente perde tempo demais tentando estar sempre certo. Briga, bate o pé, vira do avesso. Fica “puto”, desconta no outro, sai chutando portas e levando tudo o que encontra pela frente. A gente desfaz laços e cria relações de ódio — e cultiva esse ódio.

A gente até tenta praticar a arte do amor próprio e da positividade, mas quando a situação aperta, a emoção fala mais alto. Entender o outro é difícil, entender que o outro pode ceder e pode errar é difícil. A gente busca sempre estar na razão e sair como certo depois de várias farpas trocadas, e se dane com quem foi, o orgulho de querer sair como certo sempre se sobressai.

Errar é humano e a gente também é, mas por vezes nos perdemos no calor da situação. Às vezes nos perdemos ao tentar compreender o outro, ao tentar se por no lugar no outro, ao tentar fazer com que o orgulho fique ameno no fundo do coração.

As possibilidades de interpretações são inúmeras, mas entender outras perspectivas é algo que ainda somos muito falhos. Não conseguimos nem nos perdoar, quem dirá conseguir perdoar as interpretações ocasionalmente equivocadas do próximo?

Relações são bem mais difíceis quando postas a prática e bem mais complexas quando se esquece que o outro também é um ser humano dotado de lapsos, imperfeições e, sobretudo, de sentimentos.


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