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Cuidado com a energia que você gasta


Tem coisa que só se aprende na marra. Escutamos, absorvemos, juramos que iremos aplicar, mas o dia da aplicação nunca chega; vamos vivendo a vida como sempre, agindo como sempre, sorrindo, sendo, fazendo como sempre.

Até que algo nos dá uma rasteira. A gente dá de cara no chão e, do chão, temos outra perspectiva. No começo dói, claro. Tentamos de toda forma levantar o mais rápido possível e continuar vivendo, agindo, sorrindo, sendo e fazendo como se nada tivesse acontecido – mas algo aconteceu e dói; algo aconteceu e incomoda.

Sorrimos e sentimos uma fisgada; fazemos e sentimos dor no estômago; agimos e dói o joelho que bateu duramente no chão quando nos passaram a perna. E aí percebemos que não dá mais para agir como sempre, porque já não somos mais os mesmos de antes.

Aprende-se, na marra, a poupar o fôlego.

Aquilo que nos exigia energia, passa a ser abstraído e, sendo abstraído, passamos gastar esse tempo e energia em outra coisa; e essa outra coisa nos traz nova noção de mundo e carrega uma outra energia, algo mais fluido, algo mais leve, algo que nos deixa em paz.

Às vezes a vida nos dá uma rasteira e a gente aprende na marra que estava gastando energia no lugar errado; mas às vezes a vida nos dá alguma brecha para que possamos refletir onde estamos gastando essa energia e se ela nos traz algum retorno benéfico – e ‘alimentar o ego’ não é algo benéfico.

Eu precisei de um tombo, confesso.

Era dessas que tentavam agradar todo mundo e perdia muito do meu tempo sendo legal com todas as pessoas, querendo que todas fossem amigas e isso mantinha meu foco no lugar errado. Quando caí, eu me enxerguei. E vi que essa energia gasta não trazia nada para a minha vida e para quem eu queria ser. Aí deixei as pessoas livres e parei de me importar com a opinião delas. Percebi que vinha sendo aquele boneco João-bobo, que vai para um lado e para o outro, sem sair do lugar, sabe?

Tudo se expandiu. Me tornei mais dona de mim, abri espaço para outras novas pessoas poderem chegar, dediquei meu tempo àquilo que acredito e na construção de quem eu quero ser. Quando a gente abre mão de energias paradas, tudo flui. As oportunidades surgem, as vivências. E o sorriso – nunca achei que fosse capaz de sorrir tanto!

Agora eu te pergunto: quantas vezes você gastou (ou gasta!) energia dando murros em ponta de faca? Quantas vezes você perdeu tempo tentando concertar as coisas, amarrando pontas soltas e tentando ser aquilo que as pessoas esperavam de você, aquilo que lhes agradava? Quanta energia você perdeu tentando agradar todas as pessoas? Qual foi a última vez que você fez algo por você?




foto por @jblesly | edição @mafeprobst

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