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O que você tem feito para ser sua melhor versão?


Maturidade é quando você entende que fazer piadas diminuindo ou menosprezando outro ser humano não te torna melhor do que ele.

— Mas, Gi, você fazia essas mesmas piadas tempos atrás e agora tá julgando os outros?

Eu já fiz e falei muitas coisas das quais não me orgulho e que hoje eu não repetiria em hipótese alguma. Eu já fiz piadinha sobre características de pessoas que me magoaram, me decepcionaram ou que também me ridicularizaram, mas com o tempo eu aprendi que isso não acrescenta nada à vida de ninguém, pelo contrário. Só que eu quis não ser mais esta pessoa, eu quis deixar de lado julgamentos fúteis e superficiais por entender que não ganharia nada com aquilo, mas me livrar destes costumes inúteis me trouxe, sim, muitas coisas boas — até incríveis, eu diria.

O respeito pelo próximo é um exercício diário e contínuo, mas não é fácil. Não é simples. É uma desconstrução constante do humor que aprendemos que é permitido, das ofensas que nos ensinaram desde sempre e da ideia de que nós precisamos marcar as pessoas, como separamos caixas de e-mail ou arquivos no computador. Tal pessoa é isso e aquilo, então se eu me irritar com ela vou usar para ridicularizá-la. Não, gente. Apenas não!

Desconstrução diária é ouvir que o cara sensível deve ser gay e não rir disso. É ouvir que a menina que passou henna na sobrancelha parece ter usado carvão e responder que o rosto é dela e ela passa o que ela quiser. É ouvir as pessoas perguntando quem é o "machinho" de uma relação lésbica, porque uma é claramente menos feminina (nota: tendo como base um critério social de como uma mulher feminina deve ser) e não se calar.

É ler comentários na foto de uma menina gorda dizendo que ela poderia escolher uma roupa mais "própria para seu tipo físico" e não concordar. É sentir o estômago embrulhar quando o cara diz que nunca daria o cartão de crédito na mão da esposa, "porque você sabe como mulher é", e não rir da piadinha idiota. Desconstruir estes costumes é não se deixar levar por ninguém que faça graça com estereótipos, é parar de se conformar com comentários infames e confrontá-los, mas mantendo a educação, não fazendo pior.

Eu não sou exemplo de ser humano.

Nunca fui e nunca serei santa, mas o primeiro passo para o aprendizado é reconhecer o erro e isso eu posso dizer que me esforço diariamente para fazer. EU QUERO ser melhor. EU QUERO fazer pessoas rirem sem magoar ninguém neste processo. EU QUERO rir das coisas sabendo que ninguém chora por ser o motivo do meu entretenimento. EU QUERO dormir tranquila todos os dias da minha breve existência com a consciência limpa e a certeza de que todos os dias me esforço, não para ser um ser humano melhor que os que me cercam, mas para saber que sou muito melhor do que ontem e que a Giselle de hoje não evoluiu um décimo do que a Giselle que existirá daqui a dez anos.

Porque maturidade também é saber que ninguém nunca vai aprender o suficiente. E você? O que tem feito para ser melhor do que você foi ontem? Pensa nisso!

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