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Permita-se


E, de repente (ou não tão de repente assim), acontece.

A gente se olha no espelho e não se reconhece mais. Como se não tivesse sobrado nenhum traço ou vestígio de quem já fomos um dia. Aquela imagem refletida agora é de alguém totalmente novo ou estranho. Muito prazer!

A gente olha ao redor e não se lembra exatamente como foi parar ali. Como se estivéssemos desacordados e alguém tivesse nos carregado no colo até lá e nos largado naquele lugar. Acordamos e não lembramos do trajeto, do caminho percorrido. E, sem memória da trajetória, fora do radar, não dá para pegar retorno, não dá para usar o mesmo atalho de volta e retornar ao ponto de origem. Ah, como seria tão mais fácil se isso fosse possível...

Essa é uma daquelas encruzilhadas da vida em que temos que tomar uma decisão. Diante de uma vista abismal destas, ou despencamos de vez, ou...

...Ou nos permitimos viver!

E como alguém que quase ficou com a primeira alternativa (veja bem, eu disse QUASE), permita-me dar-lhe uns conselhos:

Permita-se deixar as lágrimas caírem a hora que elas decidirem cair, não importa a hora nem o local... Dane-se quem estiver por perto.

Permita-se jogar a toalha quando assim você julgar conveniente, pelo menos por um momento pense em si mesmo primeiro ao invés de pensar nos outros.

Permita-se fugir, nem que seja em pensamento, para um lugar lindo, especial, com uma pessoa igualmente linda e especial, vá! E não fuja desta fuga, ela é necessária para te libertar.

Permita-se correr, não importa para onde irá ou que direção irá seguir, só dê o primeiro passo, ele é necessário para você não paralisar. Permita-se mudar de rota quantas vezes forem necessárias.

Permita-se não fazer nada, porque o ócio também é essencial para você não sucumbir.

Permita-se sentir o vento batendo no seu rosto... Poucas coisas na vida lhe darão maior sensação de liberdade que esta. Permita-se gargalhar, nem que seja de si mesmo.

Permita-se se abrir ao novo: a novas ideias, novos olhares, novas pessoas, novos erros, novos caminhos, novos talentos, novos conhecimentos.

Permita-se dizer não. Todos os nãos que você não falou durante a vida toda, todos os nãos aí acumulados, solte-os... Permita-se gritar, grite aos quatro cantos do mundo.

Permita-se não ser perfeito... Ah, você não faz ideia do quanto é bom ser você mesmo, sem esta carga da perfeição sobre você... e viva a imperfeição!

Permita-se ser sua própria âncora; só sua fome de vida pode te manter preso aqui e agora, nada nem ninguém mais é capaz disto. Permita-se quebrar regras, afinal, para que mesmo as regras foram criadas senão para serem quebradas?

Permita-se ser quem você realmente é de verdade, sem máscaras, rótulos ou títulos; somente você mesmo; e acredite: já é o bastante.

Permita-se se apaixonar... Apaixone-se (todos os dias) por uma música, por um olhar, por uma comida, por um lugar, por você mesmo, mas apaixone-se... a vida sem paixão é realmente morna demais.

Respire fundo e absorva tudo isso, e se nada disso parecer te levar para o destino final que você gostaria, ou ao ponto de origem para o qual pensou em voltar, lembre-se que como sempre na vida, o caminho é muito mais importante que o destino.

Lembra da velha história de que o melhor da festa são os preparativos? De que o melhor da viagem é a jornada e não a chegada? Então, ela é muito verdadeira.

Por isso, só curta muito o caminho, boa viagem e PERMITA-SE CAMINHAR! KEEP WALKING! SEMPRE!

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