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Motivos para ler o novo livro de Júlio Hermann em cinco músicas


Minha admiração por esse cara vem, além do convívio, pela escrita. Hoje quero provar, com cinco músicas que ele usa em alguns textos do livro, que "Tudo que acontece aqui dentro" é digno de ser livro de cabeceira.

Chasing Cars


Ao som dessa música maravilhosa na voz de Gary Lightbody (Snow Patrol) vamos entrar em um profundo transe ao ler o relato da espera, aquela todos nós temos, no fundo do coração, por alguém. Sem querer ser persuasivo, Júlio consegue nos fazer viver aquelas palavras, como se estivessem sendo ditas por nós mesmos.
"Tô deixando a toalha molhada em cima da cama e esqueci de esticar pra secar, vai ficar tudo ensopado depois e eu prometo que peço desculpa pelo descuido e por ter molhado o teu lado da cama, mas tá tudo bem pra você."

High Hopes

Não dá pra negar que todo mundo já chorou ouvindo o violão e a voz inconfundível dos garotos da Kodaline. E o Júlio sabia disso, tanto que High Hopes é a trilha sonora de vários dos textos dele – não só do livro, mas de outros no blog – e não tem como não encostar a cabeça na janela do ônibus e lembrar daquele amor épico que já vivemos algum dia lendo as linhas ditadas pela alma do garoto.
"Com a cabeça dando nó e o cérebro em transe, a única coisa que eu fiz foi me esforçar para evitar conflitos maiores."

Demons

Com uma vontade imensa de só existir, muitas vezes a gente vive um dia todo de mau humor pelo simples fato de nada parecer fazer sentido. É como se a roupa ficasse apertada demais, a cabeça desse nó e o estômago rejeitasse qualquer coisa, numa tentativa de nos matar aos poucos. Falando dos dias não tão felizes assim e das coisas que nem sempre falamos para os outros, ao som de Imagine Dragons podemos ver que tá tudo bem a gente se sentir estranho um dia, o que importa mesmo é saber como reagir para que aquilo seja aprendizado e não só um dia ruim que não serviu para nada.
"Alguns momentos na vida são feitos para serem inteiramente nossos."

Gravity

Amante incorrigível de John Mayer, eu dei um salto do sofá quando li o nome da próxima música que seria fundo para o texto. Com uma mescla de melancolia e verdade na voz desse lindo, é impossível não ter vontade de só ficar ali curtindo os acordes suaves da guitarra, achava eu, até ver que isso combinado com um texto que mostra as sensações que temos quando tudo está à flor-da-pele é muito melhor. Não somos o tempo todo corretos, nem tão pouco errados o dia inteiro. Hermann nos mostra, de uma maneira toda própria e cativante, aquilo que todos nós sabemos: No amor não há certo e errado, há quem se preocupe realmente em fazer dar certo.
"Dependendo do tanto de abrigo que você precisar sentir antes de dormir, eu coloco uma coberta a mais nos pés da cama e observo os astros para o tempo passar mais rápido."

Dar-te-ei

Mostrando todo o valor da música brasileira, podemos ver que as letras podem sim ter um fundo de verdade sentimental sem dizer que alguém traiu outro alguém. No embalo de Marcelo Jeneci temos a impressão de estar sentados no parque lembrando da conversa que tivemos com alguém especial no almoço. Mais do que falar sobre amor, posso dizer que o Hermann nos faz pensar se estamos realmente prontos para amar. Tudo bem que essa coisa de ser perfeito não existe, mas será que estamos sendo melhores para nós mesmos para depois ser com os outros que estão ao redor?
"Respirei fundo antes de tirar os olhos do prato de comida e erguer o pescoço o suficiente do rosto que me fazia falar da vida outra vez."

Poderia ficara aqui falando o dia todos das músicas incríveis e dos trechos memoráveis que fazem parte desse livro, mas acho que vale mais a pena se você ler e tirar suas próprias conclusões.

Segue link da playlist completinha no Spotify do livro | e você pode adquirir o livro no site da saraiva com aquele desconto.


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