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O poder do acaso


Gosto de pensar que o acaso age. De imaginar que, diferente do que as pessoas dizem por aí, nem tudo precisa ter uma explicação lógica ou plausível. Não, nem todas as histórias precisam se encaixar. Nem sempre a premissa de que tudo acontece por algum motivo pré-determinado é verdadeira.

Coincidências existem sim, aos montes.

Nem tudo tem que acontecer por uma razão específica. Essa coisa de destino e almas gêmeas parece redondinha demais para ser verdade. Gosto de pensar no poder do acaso... Isso torna nossas vidas mais instigantes.

Essa coisa de você acordar todas as manhãs e ter uma nova página em branco inteira à sua frente, esperando para ser escrita, desenhada, rascunhada, rabiscada, rasgada, seja lá o que for... Foi assim com eles...

Esse frio na barriga pelo desencaixe perfeito. Tesão, tumulto, euforia. Caos mesmo.

Não é possível que estava predestinado eles se cruzarem.Não, não pode ser. Não mesmo. Não tinham um denominador comum sequer. Nenhum. Nada que os conectasse. Viviam em mundos opostos. Cada qual com sua vida já encaminhada. Distantes geograficamente, um oceano no meio dos dois. Culturas distintas, nem o mesmo idioma falavam (mas se comunicavam de outras formas, numa sintonia absurda).

Fica difícil imaginar que a vida, o destino, o universo, o cosmos ou seja lá quem for, mexeriam tantos pauzinhos para eles se encontrarem de propósito.

Não, impossível!

Teria sido muito trabalhoso e praticamente impossível colocar um no caminho do outro de forma premeditada... Teriam que ter pensado em detalhes demais para isso acontecer. Foi obra dele: do acaso mesmo. Só pode ser. A única explicação que faz algum sentido.

E eis que se encontraram. Despretensiosamente. Desordem perfeita. Inquietação. Frenesi. Mix de sentimentos sem rótulos ou definições. Sensação de estarem completamente perdidos, mas ao mesmo tempo nunca se sentiram tão em casa. Ela encontrou abrigo perturbador e confortante nos braços dele. Ele encontrou paz e euforia no sorriso dela.

Milhões de palavras ditas em silêncio. Vontade e desejo de irem além. Sintonia perfeita. Sensação de reencontro. Num cenário de caos mais que (im)perfeito: bagunça, babel, entusiasmo bom. Rota desgovernada, desorientada, mas que os levou exatamente onde queriam ou precisavam ir..
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Completamente perdidos no radar, sem bússola ou GPS...

Ela se reencontrou nele. E ele, nela. Estão plenos agora, completos, preenchidos. Embora não tenham a menor ideia do que vem pela frente... E nem precisam...

Porque quando somos guiados pelo acaso, a gente não precisa fazer simplesmente nada... Só precisa existir, e sentir...

Do resto, o ACASO se encarrega!

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