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Sua

para ler ao som de All of Me - John Legend

Eu decorei teus textos, eu devorei tuas linhas. É em você que eu penso quando estou sozinha. A tua presença trouxe o caos para o lado de dentro. E mesmo com toda a confusão que enfrento, está tudo bem. Tá gostoso viver. Tá diferente ceder. Tá leve.

Perco a noção das horas quando estendo um papo contigo e os minutos parecem eternos quando você não está por perto. Ao teu lado, desperto. Os dedos tamborilam o teclado com urgência, o sangue acelera nas veias e as entranhas contorcem desejo. Pulsa. Sua.

Eu freio o sentimento e você cutuca. Você bem me conhece. Talvez eu tenha me permitido escapar em alguma entrelinha. Ou nas frases feitas, faladas abertamente. Sem temor. Sem pudor. Sem porra nenhuma. Você tem dessa mania, de ir de mansinho, falar devagarinho e ir abrindo espaço. E eu me desfaço inteira. Fico nua, despida. E to-tal-men-te vulnerável.

A entrega é quase palpável.

Mergulhei no teu jogo bandido, mesmo sabendo o perigo. Talvez me entregue justamente pelo risco. A delícia de sermos isso tudo, a maravilha desse duelo é a improbabilidade dos resultados. E o risco. É tão errada essa batalha, mas tão certa ao mesmo tempo. Você compreende?

Eu subi no salto para o duelo. Você se aproximou com malícia e golpes baixos. Baixíssimos. Da tua boca escapa exatamente o que quero. Você é minha ruína. Você me arruína. Abala-me as estruturas, deixando-me mais forte. Mais livre. Mais leve. Mais solta. Escapando em cada frase, falada abertamente. Sem pudor. Sem temor. Despertando desejo. Pulsa. E eu me desfaço.

Sua.

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