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Sonhos que alimentam a vida


E o tempo. Foi um segundo e ele passou depressa. Depois de uma singela conversa reflexiva ter progredido, nasceu algo interior que cantarolava sem cessar: era a vontade que instigava o meu Eu a escrever… Lá-se-foi, a dona, mais uma vez, cheia de fidelidade com as palavras, revelando a elas que o tempo tem lá o dom de algumas coisas: de acrescentar e preservar qualidades. Sim!

Talvez essas qualidades — acrescentadas e preservadas —, sejam as de lutar para alimentar os Sonhos. O tempo passa, na verdade algumas coisas passam todos os dias, a fome, o sono, o tesão, ou sei lá, a vontade de algo… Passam!

…Mas, sobretudo, por outro viés, existe alguma coisa que, mesmo com o passar do tempo, dos dias, não se tem a liberdade de passar, ou pelo menos não deveria ter; que além de ser mantido e/ou fixado na vida de todos nós, deve ter um acrescento, uma pitada a mais a cada amanhecer, feito ingrediente que realça a essência da existência, o que não deve ser passageiro, somente preservado, é a: Iniciativa de ter Sonhos… Esses que transformam miseráveis em grandes líderes. Esses que, quando ausentes, a vida passa a ser como uma manhã sem orvalhos, um céu sem estrelas, uma mente sem criatividades, uma emoção sem aventuras… e árida! Os mesmos que não determinam o lugar para onde vamos, mas produzem a força necessária para nos tirar de onde estamos. Sem eles, a ideia de satisfação fará parte somente e unicamente dos dicionários, de modo, a fazer com que a vida seja terra de ninguém, sem sentido.

Mesmo diante dos dissabores há o (re)nascer, por isso, não deixemos enterrar, de forma covarde, os Sonhos nos solos da dor, das crises e das dificuldades… Esse é o grande segredo! Esses mesmos Sonhos vão servir de equipamento para o frágil ser autor da sua história, renovando suas forças e o fazendo crer no seguinte: “O que pensais, passais a ser”.
O que pensamos tem o infindo poder de afetar a emoção, a memória, o que gera misérias psíquicas — sem dó e nem pudor.

A preciosidade é saber que perdem-se algumas batalhas, vence-se, com sorte, piedade — e determinação —, guerras. E se continua a carregar os Sonhos nas costas. E continuamos a fazer coisas com eles e eles com a gente, inclusive nos levando a patamares impensáveis.

Ah! Quem dera se fôssemos todos sonhadores natos e fiéis…

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