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Não é fácil se despedir


Despedir nem sempre é fácil.

Estamos acostumados aos tchaus quase automáticos que damos diariamente. Vezenquando ele vem travestido de ‘boa noite’ ou de ‘bom fim de semana’; ou talvez um ‘até amanhã’. A verdade é que nos despedimos todos os dias, seja um ‘até breve’ ou um ‘até qualquer dia’.

Algumas despedidas são indolores.

E não doem por ‘n’ motivos. Ou não doem porque é algo rápido; ou não doem porque a pessoa de quem nos despedimos não tem tanto significado; ou não doem porque, sei lá, não cutuca aquele sentimento bobo da saudade, da perda, da falta. É algo rápido, temporário. Mas tem uma despedida que dói e quase sangra: são as despedidas dos momentos que foram vividos e que não voltarão mais.

É a perda – eterna – de algum parente, que nunca mais se ouvirá a voz; é a despedida de um amigo que vai morar em outro país e que não sabemos quando iremos vê-lo novamente; é a despedida de um final de semana que foi intenso e maravilhoso, regado de querer bem; é a despedida de um relacionamento que finda... Ficam as memórias, despedimos das pessoas. E isso dói.

Essas despedidas costumam ser eternas. 

Parece que nunca nos despedimos direito, parece que nunca é suficiente. Acho que é isso: algumas despedidas nunca parecem ser suficientes. E.. De verdade? Nunca são.


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