icones sociais

Orientados pela sujeição de quem manda


Saiu o diagnóstico e ninguém ficou sabendo. Soberbos, elegantes, imprudentes, feitos de terno e gravata. Eles se olharam e disfarçaram qualquer perigo iminente, enfiaram debaixo do braço o envelope que rouba o sonho e os direitos de alguém que sequer pode recorrer aos tribunais para defender-se da perversidade do ganho insuficiente para sobrevivência decente de uma família e foram para suas casas – luxuosas —, planejar as tantas formas de esbanjar a fortuna.

Por sua vez, eu que sempre procurei,tantas vezes em vão, encontrar o motivo de tudo, não há como não pensar nos barracos das favelas em que sonhos nascem e morrem todos os dias e onde os padrões de sobrevivência são mínimos. E digo mais, no momento, não sou otimista. Falsidade e falácias fantasiosas sobre questões fundamentais não cessam. Assustam-me discursos com que neste momento dramático alguns negam ou diminuem a gravidade da situação, revelando-se o desvio de fortunas de dinheiro de que tem (ou pelo menos tinha) por obrigação atender a população carente – a maior vítima desse desastre. Povo despossuído, sem as “coisas” essenciais para a sua sobrevivência… tudo a troco do que?
Tudo por ganância de quem já tem uma boa fortuna, mas quer mais e, mais, sempre mais.
Hoje os culpados não assumem sua responsabilidade, para lá e para cá só se tem ironias, invenções, fazendo de nós, cada vez mais, um dos piores países do mundo, sobretudo nos quesitos educação, segurança e saúde… tudo como se fôssemos pobres crédulos.

Não é novidade. Quase tudo neste país é incompleto, inacabado, insuficiente. A política influencia, tem por domínio a nossa existência, o que de fato é vergonhoso. Gestão incompetente, desorganização nas contas públicas, máscara de uma farsa, de um desastre que é escondido por um povo mal informado porque mal escolarizado. A pátria-mãe abaixa a cabeça como se o seu bem maior estivesse sofrendo violentas ameaças; nós, os filhos, abandonados num pesadelo sinistro.

Saiu o diagnóstico e ninguém ficou sabendo: SOMOS UM POVO MANSO, ORIENTADO POR UMA CONCEPÇÃO CARNEIRIL DA POLÍTICA E DA SUJEIÇÃO DE QUEM MANDA.

Todos diante de uma tremenda falta de equilíbrio e os direitos sociais sendo só migalha que sobra. Isso faz com que nós, filhos da pátria, tenhamos vontade de desistir, faz com que nos sentimos abandonados, logo recém-nascidos no orfanato da lama de não ser quem se quis, tudo pela falta de oportunidades.

E a gente perde. E se engana e se convence. E se convence e se engana a cada eleição. Nas entrelinhas, nas promessas que não se vê. Chora-se então, pela vida encarecedora de uma educação que nos emancipe do cativeiro de insuficiências que os atam ao pelourinho da inferioridade social... Mas, sobretudo, por outro viés, pelo viés da esperança, existe alguma coisa que, mesmo com os tantos dissabores, dos dias, não se tem a liberdade de acabar, ou pelo menos não deveria ter; Que além de ser mantido e/ou fixado na vida de todos nós, deve ter um acrescento, uma pitada a mais a cada amanhecer, feito ingrediente que realça a essência da existência, o que não deve ser passageiro, somente preservado, é a: INICIATIVA DE LUTAR PELOS NOSSOS DIREITOS.

Perdem-se algumas batalhas, vence-se, com perseverança e determinação, guerras. E se continua a carregar os sonhos nas costas, esses que nos levam a patamares impensáveis. Quem dera se fôssemos todos guerreiros natos e fiéis; que lutássemos pelo o que é — meu e seu — nossos Direitos.



Comentários

Instagram