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Fim da estrada


Parada na beira do precipício, sinto que não posso voltar.

A caminhada foi longa até aqui, foram muitos os obstáculos vencidos. Alguns me derrubaram por um tempo, outros me fortaleceram, mas nesta longa caminhada, com arranhões, cortes e machucados, aprendi a transcender. A transcender meus medos, minhas ansiedades, a transcender a mim mesma, e a aproveitar o caminho.

A jornada possui seus altos e baixos, mas nos traz até onde estamos. Claro, desde que continuemos a caminhar. A minha me trouxe até aqui, até este momento, em que parada à beira do precipício, devo escolher entre saltar e voar, voltar ou estagnar. E eu, que não sou de voltar nem de estagnar, escolho saltar. Abrir minhas asas e voar. Confiar no destino, no futuro, em mim mesma, e em tudo o que eu planejei, tracei e imaginei para mim.

Escolho começar uma nova estrada. Uma que desconheço, cheia de novos obstáculos, incertezas e dúvidas. Porém, também cheia de flores, rios, risos e sol. Cheia de vida.

Não estou sozinha — nunca estive, a caminhada sempre foi compartilhada. Ora com aqueles que permanecem, ora com aqueles que passam por mim e deixam algo de si. Sempre, contudo, me senti maior ao deixá-los, mesmo que não tenha sido uma companhia agradável. Aprendi e continuo aprendendo que cada pessoa, cada momento é sagrado e ensina alguma coisa.

De tudo, aprendi que é preciso sonhar, planejar, criar, mas também é preciso ter fé. Confiar. E pular. Tem horas que a estrada acaba, e passar para a próxima estrada requer fechar os olhos e se entregar. Entregar-se ao momento e à tudo o que ele oferece.

Hoje, sou grata, por tudo o que fui, por tudo o que sou. Sou grata por tudo o que serei. Com a gratidão encho meu coração de amor, de fé e de esperança.

Nesse dia, mais um como outro qualquer, já não sou qualquer uma. Sou eu, cada vez melhor, acompanhada de pessoas verdadeiras, acompanhada de mim. Com os pés no chão, os olhos no futuro e o coração em paz. Voo.

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