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Tempo, tempo, tempo...


Não sei porque decidi escrever sobre ele... justamente sobre ele: o tempo. Como é difícil escrever sobre algo que a gente não domina nem conhece tão bem, né? Algo tão subjetivo, fluído, misterioso... Bem ele, que tanto me trouxe, mas tanto tirou de mim também... Ele que se apresenta ora em forma de certezas, ora em forma de muitas dúvidas.

Vivemos numa corrida insana contra ele. Desde a hora que acordamos até a hora de dormir, vamos vendo os dias correrem, as semanas voarem e um ano após outro escorrer pelos nossos dedos. Dizemos que ele nos atropela, nos massacra e é carrasco. Mas acho que ele só está fazendo o que é seu papel de fato e de direito. Tempo existe para andar para frente, para seguir adiante, não para ficar estático.

Nós é que temos que reaprender a lidar com ele, fazer as pazes e ficar de bem de uma vez por todas.
Ele vai continuar a seguir, independente de como nos comportemos. Então, o ideal é mesmo mudar nossos padrões.

Aproveitar esse tempo ao lado de quem amamos e não ficar tentando mudar as pessoas, pois elas nunca serão exatamente como gostaríamos que fossem. Nunca. E tudo bem. É assim que é. Não gastar energia tentando transformar aquilo que não está em nossas mãos. E, na real, quase nada está em nossas mãos.

É energia demais canalizada para alvos errados. 

Não desperdiçar forças tentando controlar o que não se controla. Enquanto estamos fazendo isso, ele, o tempo, está lá fora, correndo...tudo poderia ser tão mais leve... Tem que haver outros jeitos mais sublimes de se fazer a vida, né?

Outros focos para direcionar nossas intenções e ações. Ele vai continuar voando e cabe a nós não deixar passar em branco. Pintar os "hojes" com cores bonitas, com paisagens que inspirem. Preencher as lacunas sem peso... Aprender a apreciar pequenos instantes... Ah, e como cabem coisas bonitas nesses milimétricos instantes.

Ninguém sabe quantos "hojes" ainda terá, esse é nosso maior temor, mas deveria ser nosso maior trunfo... Exatamente por não saber, é que deveríamos tentar fazer do nosso hoje algo muito bonito e bacana.

Continuo não sabendo nadinha sobre ele... Sobre o tempo. Mas estou com uma vontade enorme de fazer as pazes. É a velha história “se você não pode com ele, junte-se a ele”, vá no mesmo embalo, baile junto, dê as mãos, pode ser uma parceria muito interessante.

Ele tem tanto a nos ensinar. Cabe a nós estarmos abertos para aprender...

“Tempo rei, oh tempo rei, oh tempo rei...
transformai as velhas formas do viver...
não se iludam, não me iludo, 
tudo agora mesmo pode estar por um segundo...” 
Gilberto Gil



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