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Ela é boa demais


Ela é boa, eu repetia, ela é boa. Não no sentido vulgar da frase, mas no literal. Ela é uma pessoa boa, daquelas de bom coração. Coitada. Desculpa, mas coitada.

De tão bobo que é esse coração, ele abre as portas para qualquer alma porca que bate, para qualquer sorriso mentiroso, para qualquer aproveitador barato. É moça que estende o braço quando lhe pedem a mão e só é companhia quando se faz necessária.

Coitada, porque as pessoas abusam do seu carisma de mãe, do seu colo sempre alerta. E depois, quando não precisam, a deixam ali, largada às traças. Esquecida num canto qualquer, até que se precise.

Ouviu uma só vez um “fiquei com saudades” e outra só vez um “te quero como companhia”. No mais é “me ajuda”, “me leva”, “preciso de ti”. Porra, dá para gostar sem precisar? Porra, dá para ligar para falar besteira, para contar do dia?

Para rir e só.

Para relembrar passado, para fazer planos para os fins de semana... E aí chamam a moça. A coitada. Aquela que só é vista, só é chamada, só é quista quando precisada. Da companhia. Do ombro amigo. Da carona.

Ela é a última opção de pessoas que não sabem que esse coração se parte toda vez que é esquecida – e se enche de esperança toda vez que é lembrada.

SAIBAM VALORIZAR!

Uma hora (tomara!) ela cansa.

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