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Quando o rio encontra o mar


"Eu sou eu, você é você
Mais a gente tem que se encontrar
Como o rio corre pra abraçar o mar"
Rio pro Mar - Cidade Negra

Rio é rio, mar é mar.

São tão óbvias todas as diferenças entre eles, mas é tão bacana quando suas águas se encontram, se misturam, apesar de todas as disparidades.

Um fenômeno incrível, lindo de se ver: o mar continua sendo mar e o rio continua sendo rio, mas eles estão juntos ali, naquele exato local e momento... O rio passa a ser um pouco mar e o mar passa a ser um pouco rio, sem que cada um deixe de ser quem realmente é de verdade... Um doa um pouco de si para o outro, mas não perde sua verdadeira identidade.

Seria tão bom usarmos esse exemplo na vida, nos encontros que tivermos ao longo da nossa jornada.

Que a gente não queira moldar o outro à nossa imagem e semelhança. Cada ser é único e é exatamente nisso que reside a beleza da vida: nos diferenciais, na individualidade de cada um.

Querer que o outro seja como nós idealizamos é fazê-lo deixar de ser quem ele é.

As relações fracassam por isso: a gente se encanta, começa a gostar, se apaixona e depois quer transformar o outro em algo que ele não é e esquece que, se ele mudar, não será mais o mesmo por quem nos encantamos. Insano, né?


A vida é feita de encontros (e desencontros, às vezes). Ideal seria que, quando dois caminhos se cruzassem pelas águas da vida, houvesse encontro e troca das águas. E, em havendo desencontro depois, que cada um seguisse seu fluxo, rio sendo rio, mar sendo mar, e cada um carregasse em si um pouquinho do outro com quem acabara de cruzar.

Afinal, sempre que alguém entra em nossas vidas — mesmo que saia depois — vai deixar uma marca, e nós deixaremos nossa marca lá também, no outro que partiu. É disso que a vida é feita.


Que possamos aprender a ser rio, e a deixar o outro ser mar, respeitando o fluxo das águas. Só isso e nada mais...



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