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Nas quedas da vida


Às vezes a vida nos derruba. Chega sorrateira, inesperada, quando olhávamos para o outro lado. Não percebemos a queda se aproximando. Só a vemos quando já estamos com a cara no chão.

E agora o que fazer? Chorar, gritar, espernear, reclamar, sentir. Afinal, foi um susto, uma surpresa nada agradável, e não devemos esconder nossa frustração.

Aos poucos, no entanto, vamos avaliando os danos. Vendo onde e o quanto nos machucamos, e vamos preparando os curativos. Pode ser que os machucados demorem a sarar. Pode ser que nem tenham sido tão profundos.

Pode ser que fiquem cicatrizes, pode ser que não. De qualquer forma, aprenderemos alguma coisa, ou seremos lembrados de que estamos caminhando. O caminho nem sempre é uma estrada tranquila, cheia de árvores banhadas pelo sol de outono. Por vezes é. Outras, é uma estrada pedregosa, com chuva, raios e ventos, na qual insistimos em caminhar.

Metáforas à parte, eis o que aprendemos com a vida: quanto mais caminhamos, mais quedas sofreremos. A algumas estaremos atentos, e conseguiremos escapar quase sem nenhum arranhão. Outras nos levarão ao chão, e muitas vezes nos deixarão lá por um tempo, marinando sobre esta queda e tantas outras. Fazendo-nos inclusive repensar o caminho.

Porém, não se engane. Não há como evitá-las. Cair e levantar é a dinâmica da vida. O que importa é levantar, sempre, não importa quanto tempo leve. E continuar.

Cada vez que levantamos, levantamos mais fortes. Nessa estrada de tijolos nem sempre amarelos, cada passo nos leva para mais perto de quem somos de verdade, revelando a força que habita em nós. Então, caminhemos.

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