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Eu faço idealizações, desculpa

Primeiramente me deixa confessar uma coisa: não sei lidar.

Estou tentando ir direto ao ponto, que é pra ver se por tudo para fora de uma só vez torna as coisas mais fáceis. Ou não tão difíceis. E não, não é a mesma coisa. O fato de algo ser menos difícil não o torna fácil. Assim como não é esse texto. Está quase um parto (ou nem tanto assim). E cada linha que vou escrevendo, sinto as bochechas corarem e a vontade de fechar a tela, apagar a história, sair assoviando sem ser vista. Sei lá, qualquer coisa.

Carrego comigo uma mania irritante que é a de idealizar as pessoas.

Se eu fico fã de algum trabalho, seja ele de alguma banda, cantor, redator ou escritor, eu o idealizo e o ponho em um pedestal inalcançável. É como se ele/ela não dividisse o mesmo espaço que eu, porque somos de realidades diferentes. Teve uma época que eu idealizava amores-platônicos e relacionamentos falidos. Quando o rapaz em questão me dava bola, eu tinha uma síncope e achava o relacionamento errado. Mas errado não era o relacionamento. Errado era essa minha mania de idealizar as pessoas.

Nessa última semana estou dando gritinhos abafados e vendo as mãos suarem frio sempre que tento me manifestar. Finjo que tudo vai bem, que estamos todos no mesmo barco e tento apagar esse sentimento de que eles são os capitães, os bambambãs, os mestres e eu sou uma simples remadora, que fica escondida no convés. Aquele marinheiro que ninguém sabe o nome, sabe?

Estou tentando lidar. Mas enquanto pulsar em mim essa euforia do primeiro momento, enquanto eu não entender que finalmente estamos todos no mesmo pedestal, lado a lado, dando as mãos em busca de um objetivo comum, vou continuar eufórica e em êxtase e sem saber o que fazer/falar. Sou levemente estranha nesse ninho.

Desculpa, sociedade, mas eu sou assim. Prazer.

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