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Nascemos para acrescentar o que temos de melhor na vida do outro


Nascia um dia aparentemente normal. O sono tardio, a madrugada fresca — mas dessa vez sem a presença do despertador que ensurdece e que nos faz odiar um tanto mais a ideologia que temos de nos submeter, seja por nunca ter freado o automatismo da vida moderna ou, simplesmente, pelas referências.

Pois bem, juntamente com o nascer do dia, nascia também uma vontade única de monologar sobre alguma coisa que se fizesse porta-bandeira de nossas vidas. Sim! A minha pessoa tem dessas vontades e/ou necessidades. Eu sempre quis as coisas melhores do que como apresentavam pra mim. Enquanto esse tudo-todo corriqueiro se desenrolava na minha mente, eu pensei em tudo. As rezingas tornavam-se uma vontade cantarolante e incessante de escrever sobre algo que fizesse com que inspirações fossem estimuladas para serem demonstradas.

Lá, foi quando eu criei um breve epítome de toda essa compreensão de que nascemos para acrescentar o que temos de melhor na vida do outro. Pensem na dinâmica do processo do cultivo de rosas... Os seres humanos lançam as sementes, regam-na, asseguram de cuidados necessários e assim, deixam que o solo, o sol, a natureza e o tempo se encaminhem para que seu papel seja efetivado. Agora, de forma a metaforizar a tal dinâmica citada com a mudança do mundo, frente aos demasiados dissabores que fazem parte dele — do mundo — , nós somos levados a pensar que, talvez, o que nos falte seja a dinâmica, a cordialidade, a atitude individual de forma a motivar o trabalho em conjunto.

Não é de uma atitude corajosa esperarmos que as coisas aconteçam sozinhas ou, no caso, que as rosas nasçam sem o plantio das sementes. Cooperação. Vontade. Ação. Palavras porta-bandeira de nossas vidas, que se incluem formando um grande fichário de palavras geradoras de atitudes contínuas. A energia que move o sucesso dessa jardinagem é a intenção, seguida e concluída pela iniciativa, pela coragem, como tudo nessa vida.

O ritual é, em seguida, deparar-se com um jardim de rosas saudáveis e coloridas, com vidas, exalando o perfume de uma canção nova, de um renascer vindouro. E os espinhos? Diante do resultado belo e delicado, esses vão ser facilmente suportados, sendo vistos apenas como forma de proteção.

Por fim, a essência terá roupa nova, pois, na verdade, não existe algo que gratifique mais o coração humano que tem o dom de zelar, de cooperar, de fazer a sua parte. O resto, nessas horas, em que não estamos atrasados para viver, deixa que os regalos da vida façam vigorar, em seu devido valor, em seu devido tempo… Não tarde demais.

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