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Amar não dói


E eu venho aqui para desmistificar esse mito, essa história que... Pra ser amor tem que existir a pitada de dificuldade para nos estimular, para não ser fácil. Pra apimentar. Que amar na verdade são mais barreiras a ultrapassar que de fato amar... Amar íntegra e inteiramente.

Amar.

Não somos habituados a amar. Estamos habituados a deixar para lá.

A nos orgulhar. A nos ferir por pouco. A humilhar pra ver se o outro sente, pra ver se deixa estar.

Amar virou uma competição. São tantos concorrentes, quem é mesmo capaz de chegar lá? Só que, meus amigos... Amar mesmo, aquele amor bom e gostoso a gente não consegue comprar. A gente não acha em qualquer lugar.

Ele vem com o tempo sim, às vezes nem precisa ser muito, mas ele vem pra curar. Ele vem sem desculpas esfarrapadas, sem enganos, sem tropeços que nos fazem achar que é a daquela vez, mas insiste em se repetir como se fosse a primeira no mês.

O amor e o amar vem de uma premissa básica que é se entregar. É se permitir sentir, é não ter medo do depois e se por acaso vai estragar.

É confiar em si mesmo e no outro, que ambos vão se ajudar, cooperar, conversar. É não ter reservas para se apresentar como nós realmente somos.

E estamos tão desabituados a encontrar com ele que quando a gente termina por se esbarrar, se não estiver bem atento, deixa passar. Deixa passar pelo ego, pela sofreguidão, pelo instinto e sexo, coisas essas que juntas ou separadas, dão na mesma. Nenhuma faz nexo.

Mas o amor... Ele faz muito mais do que isso. Ele nos faz acordar, todos os dias de nossas camas e para... O que realmente há dentro de nós: um espaço enorme que só tem a crescer, que só tem a agregar.

O amor não é separatista, minha gente. O amor colide com querer acertar. Ele é ser, não é estar. É muito mais do que essas palavras simples podem falar. Mas se alguma vez disserem pra você que amor tem que doer assim do jeito que você tá, te digo para reavaliar.

Quando se ama, você não consegue mais duvidar.


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