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Impreterível Mudança


E ela alterna-se. Varia. Revigora. Nasce. Renasce. Vai de alma a coração e de corpo a corpo. Ela que nos ensina a usufruir das lembranças e dos aguçados sentidos, do tudo que antes não fazia sentido e que hoje faz.

Foi tempo de restauros, tempo de abrir mais e melhor as janelas, tempo de assumir novas rédeas. Tempo do agir, do querer, do desejo de mudança. Daquele desejo capaz de abrir e vasculhar as gavetas dos momentos, das intimidades já vividas, mas sem jogar nada fora, só disposto a juntar e promover o novo, feito absolutismo sabendo e entendendo bem a subjetividade do instante.

Não tem jeito. Ela, a mudança, faz parte de todos, ela é de extrema necessidade para todos, ela morre e (re)nasce em todos — ao menos uma mísera vez, já viveu.

Nós, eu e você, você e eu, somos, biologicamente uma mudança constante, sei lá porque diabos… Talvez seja o caso de dar uma força à natureza, de agilizarmos e de aceitarmos o passado e/ou até mesmo, seja o caso que nos faça a duvidar do tempo de vida das promessas de infinidade, permitindo imaginar até mesmo o desamor. Aceitar que o amanhã não é o hoje, que o que foi pode vir a não mais ser… Mesmo diante da veracidade, embora já tenha sido.

Vale a pena, ainda, ressaltar que muitas vezes faltam-nos coragem e discernimento para mudarmos o ciclo vicioso da mesmice em nossas vidas. Na maioria das vezes, esquecemos que somos capazes de modificar nosso próprio destino, sendo míseros subestimados a pensar e acreditar que não somos capazes de promover essa modificação, feito um barco a vela ao sabor do vento, sem motor para traçar seu caminho.

Mesmo que tardia e vagarosa, a mudança é capaz de ser promovida! Responsável e gradual… Mas é plenamente capaz.

E mesmo que o passado seja algo diferente. O próprio nome incomoda (foi efetivado. Aconteceu.), mesmo diante de todos pesares, acolha o inesperado, deseje boas vindas ao novo… Isso é sabedoria.

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