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A saudade faz eu te stalkear


Mais uma vez abri a página dele na rede social, digo mais uma vez pois até perdi as contas de quantas vezes entrei nos últimos cinco minutos.

E quem diria... Ele foi um dos motivos por eu sempre querer olhar o celular.

Fico olhando a foto dele e sorrindo feito uma boçal, penso em dar aquela curtida marota, mas sei que dentre tantos likes e reações de coração, eu me perderia na publicação.

Sabe, de longe eu o admiro, admiro a maneira leve que leva a vida, maneira que trata os pais, amigos com tanto carinho. Até os gostos um tanto peculiares para memes.

Penso até em mandar "acidentalmente" um emoji no bate-papo, aproveitando o embalo e puxar um assunto e perguntar como ele está. Se está bem, se viu a notícia que a banda favorita irá tocar aqui no Brasil... Ou será que ele já encontrou outra banda para chamar de favorita? Mas só sei digitar e apagar, como correr em círculos nunca vou sair do lugar.

Eu queria dizer: "Ei, volta aqui, não acabei de amar você", ou invadir os pensamentos dele para saber se pensa em mim, visita meus perfis ou lê meus textos. Nunca saberei, só se ele me contar... Mas o famigerado ego/orgulho nunca deixara.

Os momentos que vivi com ele foram os mais doces. Porém, aprendi que a gente não desiste do que quer e sim do que dói. Por isso preciso aceitar essa saudade que me mata e surra.

Não é porque acabou que não foi pra sempre, um dia.

Espero, com o tempo, parar de visitar esses perfis e me importar tanto, mas a vontade de ressuscitar às vezes domina. Domina e aperta, logo aqui onde já se habitam tantos apertos? No ônibus, na rua, no peito.

Ele falou pra mim uma vez que Amar é um desastre. Bom amor, nunca tive medo, eu sou um caso de amor perdido. E nosso amor foi uma viagem que na hora que estava ficando bom, voltamos pra casa.

Podemos dizer que o que vivemos foi uma viagem? Espero que sim, então obrigada pela carona.

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