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Olá, fevereiro


Ainda ontem eu estava arquitetando um plano de fuga da rotina, desenhando as férias perfeitas e o descanso merecido. As férias chegaram depressa e foram embora num piscar de olhos e, quando vi, já era janeiro, já era retorno ao trabalho, já era um acúmlo de coisas para fazer e o desejo de realização de outras tantas.

Aí que acabou janeiro, de uma forma um pouco torta. Lembrei que perdi alguém no dia da saudade. Chorei o que podia. Senti alívio no meio da tristeza e, vezenquando ainda sinto o sal queimar os olhos, quando lembro desse janeiro que carregou muita coisa embora — mas trouxe tantas coisas boas também.

Fevereiro vem manso.

Não consigo ilustrar meus desejos e vontades para este mês. Não consigo idealizar metas que quero cumprir. Por ora, só desejo viver. Leve, dia após dia, sem grandes expectativas e sem esperar demais do amanhã. A agenda iniciou cheia e, quando penso nos compromissos que preciso viver, a sensação que tenho é de que fevereiro mal iniciou e já se encerra. Isso me dá uma aflição gigante e um medo bobo de não conseguir concluir tudo o que esperam de mim.

Mantenho o foco. Tento manter a espinha ereta e o coração tranquilo. O coração está pequerrucho dentro do peito e o aperto incomoda, ao mesmo tanto que alivia. Na mente, o desejo de um mantra: Que seja leve, por favor, que seja leve...

E dizer que dois mil e dezenove ainda mal começou...

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