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Como desfazer da culpa de ser feito de trouxa


Culpa.

Não gosto dessa palavra, a acho pesada demais. Um sentimento que, quase sempre, é sentido pela pessoa errada, não vê? É sempre a pessoa que sente demais, que se doa demais, que arrisca o tanto e tudo que pode... e aí as coisas não saem como o esperado e, bem, sentimos culpa. Mas até que ponto é errado sentir-se culpado por dar e doar tudo de si? Por ser intenso, ser sincero — consigo e com o outro? Até que ponto acreditar em futuro, cumplicidade, respeito e companheirismo é ser ingênuo? Aliás, para começo de tudo, quem foi que disse que ingenuidade é defeito?

Ah, mas você já sabia que não ia dar em nada. Insistiu porque quis”. Mas a gente nunca sabe. Ainda assim somos bombardeados com conselhos póstumos, com julgamentos e premonições tardias. E se pensarmos, realmente, nos dois lados da moeda? E se, por um instante, não despejarmos o peso das expectativas nos ombros de quem já carrega o peso da descrença, da tristeza, da chateação e da dor de ter sido enganado? Porque, sim, é um engano. E dos piores: provocado, em sua maior parte, por promessas vazias e juras rasas de um quase-amor...

Você não deve carregar a culpa por ser intensa, sabe? Por ser “feita de trouxa” só por ter se entregue demais...
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Trouxa é quem faz massinha de modelar com o sentimento alheio, trouxa é quem não dá valor para as pessoas e só faz olhar para o próprio umbigo, usando as pessoas para satisfação própria. Amar, doar, se entregar, ser de verdade — não é motivo para carregar culpa. Do contrário. Sê feliz. Se orgulhe. E, ao menor sinal de escrotidão, erga a cabeça e se ponha em primeiro em lugar.

Eu sei que é difícil e há sempre aquela voz dizendo que seu dedo é podre ou que você só atrai gente que não vale um décimo do teu carinho, mas não acredite nisso. A verdade é que não existe culpa se você não quiser. Não existe nenhum peso além do que tentam te fazer segurar e é você quem escolhe se aceita ou não. Ei, olha aqui, respira. Você não está do avesso. Tá tudo bem enxergar o melhor das pessoas. Tá tudo bem se importar com os detalhes, as pequenices, os planos. Tá tudo bem sonhar também. Você não tem culpa. Você. Não. Tem. Culpa.

Se despeça dos restos mal digeridos desse alguém que bagunçou tudo que podia. Erga a cabeça, respire fundo e lembre-se sempre: “algumas pessoas se aproveitarão do seu jeito, mas isso é defeito delas e não seu”.

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