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Demonstrar emoções é libertador


Não dá pra reprimir as emoções o resto da vida.

Nunca tive medo de demonstrar meu sentimentos. De chorar na frente de quem quer que fosse ou gargalhar até perder a forca nas pernas. Eu cantava "Flor da Pele" com tanto orgulho que Zeca Baleiro parecia sentir pouco perto de mim. Até que usaram isso como arma.

Você é fraca! Fresca! Frágil! Dramática! Exagerada! Chorona! Dodói! Idiota! Foram algumas das palavras que ouvi durante muito tempo. Tanto tempo que acabei acreditando nelas em algum momento. "Preciso me fechar mais", pensava. "Não quero que me vejam chorando". Deixei de assistir dramas perto de outras pessoas, deixei de falar abertamente sobre minhas mágoas, parei de escrever sobre meus problemas pessoais e de lágrima engolida em riso contido acreditei também que estava me tornando cada vez mais forte, mais resistente.

Eu nunca estive tão errada.


Mas como encontrar o equilíbrio emocional? Como saber quando guardar as emoções? Como sei em quem posso confiar? Onde é que está escrito quanto podemos mostrar para o mundo e porque só eu pareço não ter recebido esse manual? A resposta sempre foi simples: ele não existe. Não há receita. Não existe fórmula, regra ou certo e errado — sem entrarmos no mérito de que certo e errado é sempre relativo — quando se trata do que nos emociona. E eu demorei muito para entender isso. Tempo demais, talvez.

Uma amiga próxima é vista da mesma forma que eu fui e foram inúmeras as vezes em que eu disse "não se mostre para todo mundo" ou "não deixe fulano ver que você se abalou". E, de novo, eu estava errada. De onde saiu a ideia absurda de que os mais fortes não demonstram sentimentos? De onde veio o pensamento ridículo de que quem chora por tudo não deve ser levado a sério? Qual o problema em se emocionar com comercial de margarina e por que isso parece irritar tanto?

Nenhum. O problema está naqueles que usam isso como munição simplesmente por não saberem como lidar com as próprias emoções. Então... Chore! Gargalhe! Sinta! Arda! Doa! Fale. E não deixe, jamais, te convencerem que sentir menos ou demonstrar menos é qualidade, porque na verdade só um jeito diferente de ser. E que graça teria a vida se fossemos todos iguais?

Confia em mim. Dessa vez eu sei que não estou errada.

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