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Ele me ganhou


Ele me ganhou na conversa fiada de bar e pelas indicações de músicas, ele tinha também umas piadas prontas que só ele ria, mas no fundo eu achava graça, mesmo não achando nada encantador, muito menos sexy.

Ele se interessava pela minha rotina nada interessante, se preocupava quando minha pressão baixava e ria das fotos zoadas que trocamos. 

Sinceramente, ele foi me ganhando com aquele jeito impulsivo e sorrateiro, eu bem que tentei escapar. Mas posso dizer que nadei e morri na praia, não é? Quando me dei conta já estava stalkeando o passado dele e fazia cara de surpresa quando ele me contava algo.

Fui me apegando aquele guri de uma maneira que eu não imaginava, acho que ninguém nunca botou fé na gente — eu também não. Mas sobre nosso amor, a gente é quem sabe.

Deixei claro para ele meu jeito sistemático de ser com coisas pequenas e super despreocupada com coisas grandes, como por exemplo o futuro. Ele disse não ter pressa, que se o futuro fosse junto a mim, ele aguentaria minhas manias.

Eu prometi a ele não prometer nada, assim como prometi não cantar, cantando, não gritar, gritando e não amar... Amando.

Por fim, deixei claro para ele que estava entrando no olho do furacão, ele disse que não ter medo e sempre teve curiosidade de saber como é.

E, quem diria? Hoje toda vez que penso nele também penso em nós. Eu sempre soube que ele é um cara incrível, por mais comum que isso soe. Ele transformou aquelas piadas sem graça em encantadora para mim, porém longe de sexy. Mas quem se importa? Eu não, ele também não.

Ele compara nossa história como a de Eduardo e Mônica, só que sem uma música. Ontem ele disse que nos completamos como feijão com arroz, um jeito sutil de dizer que me ama. Eu, bom, disse que amo as piadas dele também e ele entendeu o que isso significa.

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