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Deixou digitais em mim


Sim...Eu sei que estava pesado. Mas meu mundo não ficou mais leve depois que soltei a sua mão.

Naqueles dias especiais onde tudo acontecia e ninguém podia nos ver. Hoje, nesses mesmos dias, eu bebo taças de vazio que corroem minha garganta tentando anestesiar tua ausência. Mas há dores que nenhum assopro cura... Dói muito fingir que não dói.

instagram | foto Fernando Favero
Sei da consequência, sei do “isso passa” e que outros vão assumir nosso lugar. Ninguém morreu — foi a nossa história que foi enterrada. O problema é que amor sobrevive mesmo embaixo da terra.

É difícil reagir a qualquer estímulo. É difícil ceder ao calor de um novo afeto, quando a única coisa que arde é o frio do velho silêncio entre nós. Todas as minhas tentativas em pulsar uma vida nova sempre acabam comigo sozinha em meu quarto, culpando o destino por tudo dar sempre tão errado. Onde fica o caminho que vai me fazer seguir em frente?



Eu queria voltar no tempo, pra tentar mudar tudo o que me destruiu a esperança, e desfazer a lama de mentira que sucumbiu a gente. Ou então correr pro futuro, onde meu organismo já está adaptado a viver sem você.

É que no presente eu ainda não controlo o que passa pelo pulmão e tá foda respirar sem teu cheiro. Eu até já entendi. Mas a minha pele não entendeu. Suas digitais não se apagaram da minha cintura. Eu compreendo todas as razões que tive. Mas meu estômago não compreendeu, ele não digere a verdade que eu tento engolir diariamente.

Talvez um dia eu consiga te esquecer. O meu corpo é que não vai. O meu corpo é um museu da nossa história. O meu corpo é o templo do nosso amor.



CAROLINE MARTINS
Gaúcha com muito orgulho. Graduada em Dança. Bailarina desde que nasceu. Professora de Ballet. Adotou os gatos Billy e Limão. Na maioria dos casos gosta mais de bicho do que de gente e é viciada em coca zero. Não peça para ela falar o que sente. Prefere a linguagem do corpo. Nunca ousou se meter nesse mundo das escritas. Este ano a coragem pousou: por que não dançar também com as letras?



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