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Permita-se


A questão é que a gente não quer sentir. Mágoa, dor, ciúmes...a gente não quer. E continua aquela insistência de projetar a culpa no próximo ou de tentar descontar em todos os cantos e seres possíveis a dor que nos assola.

A gente se tortura fingindo sentir tudo aquilo que não nos faz bem e esquecemos que, uma hora ou outra, tudo passa. Assim como a felicidade se esvai, a dor também toma seus rumos e, do mesmo modo, elas só se vão quando a gente se permite sentir.
A questão é que é fácil sentir o que é bom, difícil é suportar o que é ruim, por isso temos a impressão de que o que é bom dura pouco e que as tristezas se prolongam por dias intermináveis. Na verdade a gente só tenta se esquivar da dor, anulando totalmente a condição de que ela só passa quando se esgota de ser sentida.

A gente parece criança pequena fazendo tarefa da matéria mais odiada da escola. Faz, mas faz rapidinho pra acabar logo e por fim na tortura de ter que estudar o que não gosta. Ingenuamente, acabamos não aprendendo nada.



É assim que a gente lida com os sentimentos ruins...Tentamos sentir o mínimo possível e jogamos todo o resto “pra debaixo do tapete”, tentando ignorar a sua existência e, dessa forma, ela nunca de fato se vai, sempre há um vestígio da poeira.

É que se esquecem de nos ensinar, desde pequenos, a lidar com nossos sentimentos. Ninguém nunca soube ao certo o que fazer com as suas emoções e poucos desses tentaram procurar como lidar, acabamos que vivendo em um loop infinito, acumulando mágoas, colecionando tristezas e passando pra frente todo esse “não saber”.

A gente se perde dentro da gente mesmo e criamos amarras pra nos autoprender. Mas ainda bem que nós não somos máquinas programadas e podemos muito bem interromper os ciclos, basta se permitir sentir.


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